Suas preocupações acabaram. Você não precisa mais fazer força para entender aquelas canções de letra rebuscada e hermética. Com o fluxograma para o fácil entendimento de canções, a tarefa fica barbadinha. Aproveite a nossa amostra grátis de três músicas e ligue já para ter em sua casa, sem custo de frete, todo o nosso acervo. Grátis: dois clips literais. Aproveite.
Critério totalmente pessoal. Por favor, contribuam que a gente faz mais uma seleção.
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1. Ipirella
Criada pelo artista plástico gaúcho João Mottini por encomenda da agência MPM. Apesar de ser apenas uma ilustração, Ipirela foi modelo de beleza nos anos 70 e presença constante nos sonhos dos adolescentes da época.
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2. Loura do Platinum Plus
Por favor, se alguém sabe o nome desta atriz, me diga. A loura da Platinum Plus, uma lâmina de barbear da Gilette, teve problemas com a censura da ditadura militar nos anos 70 e o contraponto em carne e osso da Ipirella. Até hoje loura “Platinum Plus” é fenômeno de gostosa – principalmente em site pornô brasileiro.
A presença desta personagem é tão forte no imaginário brasileiro que até virou explicação para a lenda urbana da “Loura do Banheiro”. Nesta versão, a tal loura era amante do dono da Gilette e havia se matado no banheiro da faculdade em que estudava. Depois disso ela começou a aparecer no espelho do banheiro de quem dizia três palavrões depois de puxar a descarga três vezes…
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3. As meninas de “Mania de você”
Em 1979 este comercial da Ellus fez furor na TV brasileira. Com (agora) clássico de Rita Lee, “Tire a roupa para quem você gosta”, criado pela agência Fox de São Paulo, rompeu com um passado comportadinho e bombou a venda dos jeans Ellus. Quem é a musa? Não tenho a menor idéia, mas são várias e muito bem filmadas por Ernani Bessa. Curiosidade: a Ellus fez este ano um novo comercial inspirado no “Tire a roupa”.
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4. Luciana Vendramini
Ela foi Paquita do Xou da Xuxa, Garota do Fantástico e mulher do Paulo Ricardo do RPM. E fez este comercial do saudoso Napolitano, picolé da Kibon, que conta com uma duvidosa versão do hit “Vem chegando o verão”, da cantora Marina. Com duas capas da Playboy no currículo, Luciana Vendramini é uma das musas da propaganda dos anos 80.
5. Patricia Lucchesi, a garota do sutiã
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Em 1987, aos 11 anos, Patrícia Lucchesi estrelou o maior clássico da propaganda brasileira e tornou-se para sempre a “garota do sutiã” neste comercial criado pela W/Brasil para a Valisére. O slogan “O primeiro sutiã a gente não esquece” já deve ter recebido um milhão de homenagens em forma de paródias e, principalmente, como frase criativa padrão. O primeiro (coloque o seu assunto aqui) a gente não esquece e por aí vai.
Depois deste hit, Patrícia Lucchese trabalhou na série “Confissões de Adolescente”, fez um filme d’Os Trapalhões, uma ponta em “Feliz Ano Velho”, foi capa da Playboy aos 19 anos e hoje, aos 34, atua no teatro.
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6. Cassia Kiss e o auto-exame
Em 1988, Cássia Kiss sacudiu a TV brasileira ao fazer o auto-exame dos seus seios em horário nobre da TV. A campanha de combate ao câncer de mama é antológica. Infelizmente, não deu pra conseguir o filme pra colocar aqui. Mas vocês podem ficar com a cena em que a personagem de Cássia Kiss, Maria Marruá, toma banho peladona no Pantanal em cena antológica da novela de mesmo nome. Quem faz o exame aqui não é ela, mas o ator José Dumont.
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7. Gisele Bündchen
Gisele Bündchen. Duas palavrinhas e um mundo de significados.
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8. Cicarelli e a última gota
Comercial da Pepsi feito pela Zeppelin que lançou Daniela Cicarelli. Linda e natural, beijo antológico da propaganda brasileira.—
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9. Patrícia Silveira e o tempero da vida
Sei de bebedores de cerveja que choraram ao ver este filme pela primeira vez. Tente prestar a atenção à música do filme: Stormy Weather, cantado por Etta James.
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10. Tônia Carrero e o Leite de Aveia Davene
Não tem como não citar Tônia Carrero e o Leite de Aveia da Véia. Quer dizer, Davene. Esta foi a piada mais recorrente que eu ouvi enquanto a Tonia foi garota-propaganda do produto. Brincadeiras a parte, grande atriz defendendo o leitinho das crianças com dignidade em uma campanha (este comercial é de 1984) que faz parte da história da propaganda brasileira. E a Tonia batia um bolão no seu tempo.
Ainda não se pode comprar música no Brasil através da iTunes Store (que mora dentro do programa iTunes, o music player da Apple). Segundo informou a Mac Magazine, “Diferente de outros países, no Brasil precisa-se de uma autorização prévia de três partes para poder vender uma música: artistas/compositores/intérpretes, editor responsável e gravadora, o que torna bem mais difícil a viabilização das coisas.” Na mesma matéria, com data de junho de 2008, a MacMag citava a Folha Online dizendo que os últimos detalhes estão sendo acertados para que se possa comprar música direto no iTunes. Só que isto já faz um ano e dois meses…
Mas o iTunes é muito mais do que um baita music player e loja de música virtual e principal fonte de programas para o iPhone. Através dos seus arquivos de áudio e/ou de vídeo, da para acessar milhares de pequenos vídeos e programas sobre qualquer assunto. E dentro disso surgiu uma novidade chamada iTunes U, um canal livre da iTunes Store com mais de 200 mil arquivos de vídeo e áudio educacionais que podem ser vistos e ouvidos no seu PC ou Mac, iPod ou iPhone totalmente de graça.
A oferta é sensacional. Há conteúdo do MIT, Berkeley, Duke, Oxford e muitas das melhores universidades dos Estados Unidos. Museus, bibliotecas, grandes programas musicais para leigos ou catedráticos. Programetes individuais de dois minutos ou cursos completos como o MIT Open Courseware.
Foi no iTunes U que eu conheci a Link TV – Television without borders – um canal dedicado a cultura do mundo, com documentários e programas que promovem a diversidade cultural. E na Link TV vi pela primeira vez os The Pinker Toners, um trio hilário de Barcelona que faz, como eles mesmos definem, “música eletrônica com uma levada roquenrol”. Os caras tem uma vibe alegríssima e um trabalho muito competente de clips, utilizando vários artistas para ilustrar cada um. Pura diversidade. Ou seja, a Link TV, na prática, cumprindo com a sua missão.
Primeiro foi o Bártus, aqui da criação, que indicou o vídeo abaixo. Não lembro o motivo, mas deixei para assistir depois. Então o Patrick, ex-redator da Dez, me mandou o mesmo material e o título do e-mail dizia “OLHA ISSO E ME LIGA ASSIM QUE ACABAR”. Bem, isso aí em CAPS LOCK foi o suficiente pra me fazer parar o que estava fazendo e clicar no link. O que vi foi o seguinte:
Nem me dei o trabalho de pesquisar se isso aí foi realmente exibido, ou quanto tempo ficou no ar, mas pergunta fatal depois de se ver um negócio desses é: e se fosse no Brasil? Quanto demoraria para um órgão mais absurdo do que o próprio comercial (tipo a UNIÃO DOS AMIGOS DA PRESSÃO ALTA, ou então a SOCIEDADE PROTETORA DOS ESGUICHOS) entrar com uma ação e pulverizar esse filme da programação de TV?
O brinquedo favorito da Alice, filha do meu sócio, é um iPhone. Ela tem quatro anos de idade. Não, a Alice não é proprietária de um iPhone, mas tão logo o pai dela chega em casa, Alice toma posse do brinquedinho da Apple. E não larga mais.
O iPhone, vamos logo esclarecendo, não é um celular. Nem um computador. Ainda está para nascer a definição exata desse negócio, pois a tecnologia embarcada nele é paralisante para nossos pais, viciantes para nós e a coisa mais natural do mundo para os nossos herdeiros. Crianças de quatro anos desenham, fotografam, usam o GPS, jogam, exploram um iPhone como se fosse massinha de modelar. Ele vira uma flauta, mostra a sua localização exata no mundo com latitude e longitude, identifica a música que está tocando no ambiente, mede a sala em que está e tudo isso com a trilha sonora que você escolheu. Você sacode o aparelho e o que está na sua tela se mexe. Você assopra e faz som. Você passa o dedo e pinta. Você espirra e ele diz saúde. Em dez idiomas. Coisa do demo. Não estou falando do tinhoso do capeta, mas, como define o Wiki, “de qualquer material promocional que é uma fração de um produto maior, lançado com a intenção de dar a oportunidade de o produto ser avaliado por possíveis clientes.” No caso, crianças de quatro anos de idade.
Dentro de uma agência de comunicação, às vezes a gente se sente do mesmo jeito. Todo o dia surge uma nova mídia ou um novo gadget que o Planejamento precisa entender, o Atendimento vender, a Criação dominar, a Mídia planejar e a Produção executar. Agências criam setores de No Media, Inovação ou Conexões, mas a verdade é que a conexão de hoje parece desconexa depois de amanhã. Produção Gráfica e Produção Eletrônica? E as outras?
Empresas com a VideoSurf e a Digitalsmiths oferecem ferramentas de busca que localizam na rede a sua cena favorita dos Simpsons ou aquele clipe do Paramore onde o guitarrista dá um mortal sobre a vocalista. Por reconhecimento facial, você digita o nome do seu jogador específico da NBA e o VideoSurf busca jogadas onde ele aparece. Você digita o nome da Paris Hilton e… bem, você sabe o que vai aparecer.
Entendeu o que está acontecendo? As pessoas já não estão mais procurando aquele vídeo ou aquela música, mas aquele trecho do vídeo ou da música. Em setembro, nos Estados Unidos, mais de 146 milhões de pessoas assistiram a uma média de 86 vídeos. Isto significa que três entre quatro internautas americanos assistiram vídeos na internet. Isto significa também que esta galera de milhões não assistiu os vídeos inteiros. Ou que não fez mais nada em setembro além de assistir vídeos na internet.
A tela do iPhone é a síntese dos tempos atuais. Tudo é móvel e solúvel, as novidades aparecem do nada a todo o momento. E nós precisamos estar em dia com essa pauta tecnológica. Sem angústia e sem virarmos abobadinhos digitais. Porque aquele mundo que a gente conhecia, deu pra ele. Cabe a você sentir-se bem neste novinho em folha que surge todos os dias.
O quê? Você não conhece o Paramore? Bicho, cê tá ficando velho. Quantos anos você tem, cinco?