• 11Sep

    Carlos Saul Duque

    O Proxxima – Seminário Internacional de Comunicação e Marketing Digital – discutiu durante dois dias em São Paulo estratégias, ferramentas e novidades digitais. Pra quem não foi, uma palhinha do evento através de dez frases marcantes.

    “O mundo offline não vai acabar. Só vai ficar menos importante que o online.”

    Marcelo Velloso, HSBC – Diretor de marketing.

    “No more product, place, price & promo; welcome experience, everyplace, exchange & emotion.”

    Maria Mandel, OgilvyOne USA – Director of Digital Innovation.

    “Mídias sociais são mesa de boteco virtual. Permitem diálogos entre marca e público que antes eram impossíveis.”

    Ezra Gelg, JWT Brasil – Diretor geral de mídia.

    “O banco de dados não informa mais o que eu quero, mas o que eu queria. Virou bando de dados.”

    Walter Longo, Y&R – Vice-presidente de estratégia e inovação.

    “O mobile marketing é o hyperlink da mídia off-line.”

    Leonardo Xavier, Pontomobi – Sócio-fundador.

    “Don’t get seduced by technology, get seduced by the freedom it gives.”

    Paul Price, Rapp Collins Worldwide - President.

    “Data is not the enemy of the creative. Data ignites the connexion with your public. Make data drive creative.”

    Paul Price

    “No mundo digital o que não se prova, não se gasta. Mas é preciso mudança cultural para que a gente pare de gastar à toa.”

    Edmar Bulla, Nokia – Gerente de marketing e vendas online.

    “Se o Lula ler um trecho de Dom Casmurro a gente vai ter um país melhor.”

    Lucas Mello, LiveAd – CEO, contando o case premiado em Cannes “Mil Casmurros”.

    “O iPhone é o primeiro celular diferente de uma geladeira. Não se compra pelo que oferece, mas pelo que vai oferecer.”

    Ricardo Longo, Fingertips – Sócio-diretor geral.


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  • 31Oct

    1. Qual é a tua graça e de onde vens?
    Sou a Claudia Bertero Marin, nascida em São Paulo – Capital.

    2. Tu buzina quando passa pelo Itaim-Bibi? 
    Não, por sinal, quase não uso a buzina do meu carro.

    3. Mídia externa ou out of home? 
    (risos) Out of home

    4. Se tu não fosse gestora de canais, tu serias: 
    Psicologa ou dona de espaço para mulheres no centro de SP, com SPA, cabelereiro, loja zen, sala de meditação… Um lugar para passarmos um dia maravilhoso, nos cuidando e sendo cuidadas!

    5. Sobre gestão de canais, qual é o que complica mais: o da Mancha ou o do Panamá? 
    Humm… Nunca tive problema com nenhum dos dois (risos). Eles são bem calminhos.

    6. É possível gerir um canal sem anestesia?
     (risos) Sem comentários.

    7. Um chopps e dois pastel ou vice-versa? 
    (risos) Nenhuma das opções. Eu peço assim: “por favor, me vê um choppinho e dois pastéis”. Por sinal, adoro.

    8. O kassab é gay? 
    Com certeza! Muitooooo, mas muito gay!

    9. E os gaúchos, levam jeito? 
    De serem da turma do kassab? (risos) Antes de conviver com vocês achava que sim. Agora… de verdade estou encantada.

    10. Se tu fosse gaúcha e não paulista, qual a mensagem que tu deixarias para os paulistas melhorarem a sua relação com os gaúchos nas áreas que gaúchos e paulistas – esses sendo eles mesmos, e não na hipótese anteriormente mencionada – agem, dicotomicamente, ou como gaúchos, ou como paulistas? Ou vice-versa?
    A propósito: você pode repetir? Ser mais claro, por favor?

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  • 02Oct

    A Diesel, aquela marca famosa que cobra alguns milhares de reais por uma calça jeans, resolveu dar uma festa que acontecerá no dia 11 de outubro em 17 cidades diferentes – Tóquio, Londres, Nova York e, lá no meio da lista, São Paulo.

    Aí o pessoal da Diesel passou a chamar a festa de DIESEL XXX, os três xis ali significando “pornografia” com todas as letras, e produziu um “convite em vídeo” para divulgar a baderna global. Claramente inspirado nos filmes adultos dos anos 70, década marcada por peitos e ereções naturais, o vídeo tem como referência-mor um clássico dos pornozões chamado ATRÁS DA PORTA VERDE, de 1972, estrelado pela Marilyn Chambers. Dentro daquela estética, os caras fizeram ilustrações sobre as cenas, com resultados mortíferos:

    Depois de ver um troço desses, dá até vontade de comprar uma passagem pra, sei lá, DUBAI, e ver de perto o que vai acontecer na tal festa.

    (Nota: depois do ATRÁS DA PORTA VERDE, a Marilyn Chambers foi alçada ao status de estrela, virou um ícone da pornografia e fez mais um punhado de fitas do gênero. Por curiosidade, o único filme dela que vi é justamente um não-pornô, RABID (traduzido esquizofrenicamente para o português como ENRAIVECIDA – NA FÚRIA DO SEXO), em que ela interpreta uma garota que contamina os homens com quem dorme através de um FERRÃO no SOVACO, passando uma doença que lembra RAIVA. RABID é de 1977 e é da fase nojentona do glorioso David Cronenberg. Vale a pena dar uma olhada. Fim da nota.)

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  • 21Sep

    Ah, a Semana Farroupilha. Época de bandeiras rio-grandenses, de excesso de cavalos no trânsito e de demonstrações explícitas de orgulho pelas ruas. Neste ano, a coisa foi meio diferente pra mim. Uma campanha sobre a semana mais glorificada pelos gaúchos caiu nas minhas mãos e tive que ler muita coisa sobre os Farrapos pra poder fazer os anúncios. Na real, nunca dei muita bola para a data; sou gaúcho e sempre vivi aqui, mas tenho tanto orgulho de ter nascido no Rio Grande quanto teria se tivesse nascido em São Paulo, no Rio, no Paraná ou no Acre. Todos os estados têm suas histórias – a nossa é marcante, verdade, mas também sabemos vendê-la como nenhum outro estado jamais conseguiu.

    Como toda grande saga, a dos gaúchos deixou muitas histórias interessantes e muita coisa para a identidade do povo rio-grandense. Porém a herança mais palpável, ao lado do chimarrão, é o churrasco, e é disparado o tema que mais me agrada. Todo mundo sabe que a carne assada existe desde o tempo do Capitão Caverna, mas os gaúchos consagraram o quitute lá no século XVII, no Pampa, e o negócio segue firme e forte até hoje. A abundância de churrascarias existentes em Porto Alegre é algo digno de transformar vegetarianos em homens-bomba. Há lugares sofisticados (que servem das tradicionais costela e picanha a carnes de caça e/ou exóticas, como javali, capivara, faisão e outros bichos encontráveis nos documentários do National Geographic) e as popularmente conhecidas como “churrascaria de pobre”. Nessas, o cara paga entre dez e doze reais e se deleita com um churrasco honesto, porém sem os cortes mais nobres, como a já citada picanha. É recomendável ir vestido de preto; use camisa branca em um espeto corrido desses e tu vai sair do lugar parecendo a Carrie no baile de formatura.

    Por fim, certa vez, um meia-atacante leve e driblador atravessava a rua carregando uma sacola de verduras, quando surgiu Sandro Goiano, volante viril do Grêmio, desferindo-lhe um potente carrinho. E assim nasceu o xixo. 

    Reza a lenda, é claro.

    Fui num rodízio na Venâncio e saí assim.

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