• 31May

    Carlos Saul Duque

    Com a colaboración do Fabiano Goldoni, que morou, trabalhou em Buenos Aires e lá torceu pelo Club Almagro, mais dez comerciais com futebol. Exclusivamente argentinos.

    1. Quilmes: Dios

    2. Olé: Soy Brasileiro

    3. YPF: Lo De Ellos Es El Fútbol

    4. Visa: Apagon

    5. Mastercard: Carlito

    6. Coca-Cola: Rivalidades

    7. Coca-Cola: Lesotho

    8. Quilmes: Así Es El Amor

    9. Coca-Cola: Empezar De Nuevo

    10. CTI: Haganlo Por Todos

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  • 30May

    Carlos Saul Duque

    A Copa começa em poucos dias. vamos aquecer os tamborins relembrando alguns dos (muitos) grandes comerciais com futebol. É possível fazer uma seleção de dez apenas da Nike, ou só da Adidas, mas a variedade é o tempero da vida. E também da propaganda.

    1. Pepsi: Wild West

    2. Loomis: Damn Boots

    3. Gatorade: Futbolistas Que Trabajan De Otra Cosa

    4. De Millus: Seleção 88

    5. TyC: Argentinos

    6. Adidas: José + 10

    7. Nike: Olé

    8. Stratos: Soccer kid

    9. Fox Sports: Mal Olor

    10. Coca-Cola: History Of Celebration


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  • 08May

    Carlos Saul Duque

    1…da Argentina (x2):

    3. Da Colômbia:

    4. Do Paraguai:

    5. Da França:

    6. Da Austrália:

    7. Da Espanha:

    8. Dos Estados Unidos:

    9. Do Brasil:

    10. Da Tailândia:

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  • 07Apr

    Carlos Saul Duque

    O meu candidato à presidência foi governador e implantou nos seus oito anos, dois mandatos, um sistema de transporte inovador, cuidou do meio-ambiente e propôs um sistema educacional que funcionou. Depois de deixar o governo do estado, também foi secretário de estado e prefeito de uma grande cidade por duas vezes por oito anos. Concorreu a doze cargos públicos – duas vezes a presidente – e sempre fez boas campanhas.

    O meu candidato, hoje, é advogado geral do estado há três anos e, paradoxo dos paradoxos, já fez voto de pobreza, estudou para ser jesuíta e foi contra a guerra do Vietnã, mas também foi a favor de operações militares e da escola militar para crianças. Já foi um apologista do aumento de impostos e depois um selvagem cortador dos mesmos. Quando concorreu a presidente, em 1992, estabeleceu um teto máximo de 100 dólares por doação para sua campanha. Como governador, usou seu carro para se locomover e alugou um apartamento para morar.

    O meu candidato à presidência, na verdade, nem pode concorrer no Brasil. O nome dele é Jerry Brown, tem 71 anos e concorre novamente ao governo do Estado da Califórnia pelo partido Democrata. Como você já leu, tem uma longa carreira política e provavelmente vai se eleger outra vez. Está longe de ser perfeito, mas, acima de tudo, é um personagem tridimensional, que muda de idéia, erra, volta atrás. E que ganhou a minha atenção quando li a caracterização dele feita pelo jornalista Phil Bronstein na revista americana Esquire: “Ele é obsessivo em sua missão: dedicar a vida na solução dos mais profundos enigmas políticos”.

    Jerry Brown realmente existe, mas aqui neste texto ele é apenas uma alegoria. Gostaria de encontrar nas opções de candidatos à presidência do Brasil alguém com a sua história e, principalmente, sua vontade de servir ao público. Em uma época onde a TV é a grande vedete da eleição, os concorrentes se preparam muito mais para a tela do que para governar. Esta ditadura da TV rouba o discurso e transforma a campanha em show – ou em guerra de bugios. O resultado é uma corrida pelo poder e não para servir ao país e ao cidadão. José Luiz Teixeira, jornalista do Terra Magazine, diz que “Nenhum deles (Dilma e Serra) pode se atrever a dar declarações que não tenham sido previamente combinadas; devem falar apenas o que o povo quer ouvir, o que as pesquisas qualitativas apuraram.”

    Para não cometer uma grande injustiça, cito outra parte desta matéria do Terra Magazine sobre os dois majoritários, que fala sobre a necessidade do marketing desendurecer a falta de carisma dos dois, pois eles “…são muito mais competentes atrás de mesas de gabinetes, onde tratam seus comandados com mão de ferro.” Uma qualidade dos dois candidatos, altamente desejável para quem vai administrar o Brasil, mas que se transforma em desvantagem mercadológica. E se afoga nas promessas e compromissos exigidos para a tomada ou manutenção do poder.

    Jerry Brown, o meu Chuck Norris eleitoral, não poupa o eleitor de umas verdades. Fala que vai ser dureza e que precisa de ajuda e sacrifício para fazer o que é preciso. Mas o mais importante de tudo é que ele não é um anti-político, mas o mais político de todos. No sentido mais nobre desta frase. Do jeito que, parece, o Brasil desaprendeu a formar.

    Antes que perguntem, e para não fazer terra arrasada, simpatizo com Dilma e Serra. E com Marina, Heloisa e Ciro. Mas ainda não sei em quem vou votar. Mas, se algum deles resolver dedicar sua campanha a fazer propostas concretas, demonstrar sua vontade de servir e sua vocação de pessoa pública, fazer o seu discurso coerente com o que pensa e não com o que o povo quer ouvir, deixar as acusações de lado e demonstrar ser um bicho político de primeira linhagem, e não por conveniência ou fortuna, daí então nem precisa perguntar. A resposta vai ser cristalina como a aura deste candidato.

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  • 25Nov

    @saulduque

    Um dos seminários que eu mais gostei do último Festival de Cannes foi “Wildfire Stories”, apresentado pela Leo Burnett e a Contagious magazine. O tema era o seguinte: há sete enredos básicos para se contar uma história. O tempo passa, a tecnologia cria novas ferramentas, mas a maneira de contar segue enredos que existem desde o tempo das cavernas

    As pinturas rupestres, os ditados de Confúcio ou as histórias de Dona Benta, tudo são técnicas de contar estórias. E mesmo hoje, com os meios digitais, a indústria da comunicação e seus clientes continuam se inspirando em tradições milenares para contas as suas histórias e cativar corações e mentes.

    Porém, um erro comum dos anunciantes é ouvir o canto da sereia da tecnologia e achar que ela é o grande diferencial da era digital. Na verdade, ela propicia uma forma mais elaborada de contar uma estória. E mais sofisticação na técnica.

    O mundo virou multi-canal e as possibilidades da gente contar uma estória de forma não-linear aumentaram. E quem não entender esta mudança vai ficar falando sozinho, ou comprando mídia pela tecnologia e não pela adequação à estória que precisa ser contada.

    Por isso um conceito contemporâneo de utilização de meios digitais considera a tecnologia como coadjuvante da estória. E este conceito se aplica na vida das pessoas, no cotidiano. Quanto mais invisível a tecnologia, mais útil e facilitadora ela se torna.

    Seguindo a tese do Wildfire Stories, contar estórias é uma habilidade milenar que nasceu com a própria civilização humana. E, na verdade, os enredos possíveis de uma história não mudaram desde então. Na sequência, os exemplos para cada um destes enredos que foram apresentados em Cannes.

    1. Comédia

    2. Tragédia

    3. Vencendo o monstro

    4. Jornada e retorno

    5. A busca

    6. Do farrapo à riqueza

    7. Renascimento

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