• 16Mar

    Carlos Saul Duque

    1. O homem azul

    O americano Paul Karason foi ficando azul aos poucos. Ele começou a azular aos 14 anos sem razão aparente. Dica do blog: antes de iniciar qualquer tratamento dermatológico como medicamento à base de prata coloidal, consulte o seu médico.

    2. Cocô Surf

    Porto Alegre foi a capital dos esportes radicais por um dia em 2009. Veja porquê.

    3. Robôs gigantes

    Mania de japonês levada ao extremo. Robôs de até 50 toneladas podem ser encontrados em vários cantos do país como o Wakamatsu Park, em Kobe, e no Shiokaze Park nos arredores de Tóquio, ambos construídos durante 2009. São super-réplicas de personagens da TV ou quadrinhos. Gundan, o robô branco abaixo, pertence a uma das mais famosas séries da TV japonesa.

    4. Até que a morte…

    Em novembro de 2008, Magali Jaskiewicz e Jonathan Goerge moravam juntos havia seis anos e já tinham duas filhas quando deram entrada nos papéis e marcaram o casamento para janeiro de 2009. Dois dias depois, Goerge morreu. em um acidente. Magali, pra não jogar os bem-casados fora, apoiou-se um artigo do código civil francês que permite o casamento com uma pessoa falecida se ela já havia oficialmente dado início ao processo formal para realizar a união.

    5. Nerd japonês se casa com personagem de videogame

    Identificado apenas como Sal9000, o sujeito casou-se com um personagem do game Love Plus, do console Nintendo DS. O casamento foi celebrado em festival de tecnologia em Tóquio por um padre (que insistiu que a cerimônia não era de verdade). O nipogamer, antes do casamento “religioso”, já tinha celebrado a união civil em uma praia japonesa, onde as leis quanto ao matrimônio são menos rígidas.

    6. Os amigos bizarros do Ricardinho

    De Viamão para o mundo. Depois do Festival de Brasília, o insólito “Os amigos bizarros do Ricardinho”, do diretor Augusto Canani, começa sua carreira internacional no festival New Directors/New Films no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. O curta foi o único trabalho selecionado em toda a América Latina. Ricardinho Lilja é um personagem da vida real: é arte-finalista e já trabalhou em várias agências de Porto Alegre – a Dez entre elas. Canani foi Diretor de Criação da Dez e está no seu segundo curta. Dica de quem já viu: bizarro é apelido para os amigos viamonenses do Ricardinho.

    7. Gênios da raça

    Na falta de máscaras, os ladrões americanos Matthew Alla McNelly e Joey Lee Miller pintaram a cara com caneta permanente e escreveram seus nomes nos anais da burrice mundial. Merecem perpétua.

    8. Sutiã anti-terror

    Paródia do Nobel, o IgNobel elege as pesquisas mais inusitadas e é patrocinado por uma revista de humor da Universidade de Harvard, a Annals of Improbable Research (ou “Anais da Pesquisa Improvável”). O grande prêmio de saúde pública 2009 foi para a equipe de Elena Bodnar, de Hinsdale, Illinois, que desenhou e patenteou um sutiã que pode ser convertido rapidamente em duas máscaras de gás: um para a usuária do sutiã e outra para alguém próximo que estiver em apuros.

    9. Lingerie Football League

    Desde 2003 nos intervalos das partidas de futebol americano, os jogos com meninas em lingerie ganharam a sua liga em 2009. A Lingerie Football League nasceu com 10 equipes: Philadelphia Passion, Chicago Bliss, Miami Caliente, Tampa Breeze, Dallas Desire, New York Majesty, Denver Dream, Los Angeles Temptation, San Diego Seduction e Seattle Mist.

    10. O livro dos fatos insólitos

    Ele não saiu em 2009, mas resolvi fazer uma homenagem a este pequeno grande livro editado em 1993 pela LP&M. Durante anos o jornalista Michel Vergez foi operador de telex (lembra?) da agência de notícias France Press e colecionou centenas de pequenas notícias bizarras enviadas para a AFP. O “Pequenas Notícias” tem histórias sensacionais. Reproduzo uma das minhas preferidas para você correr ao sebo mais próximo e comprar.

    Nariz de Cera*
    LONDRES, 13 set/89 (AFP) – Um jornal jurídico inglês muito respeitado acaba de chamar a atenção dos motoristas para o perigo de limpar o nariz enquanto aguardam o sinal abrir. O Solicitor’s Journal, ao reproduzir a história do jornal médico Lancet, cita o caso de um chofer cujo carro foi abalroado por trás enquanto aguardava o sinal abrir.O chofer, coberto de sangue, tinha sido levado para o hospital, onde os médicos constataram que o ferimento era desproporcional em relação à violência do choque. Depois de um exame demorado, eles descobriram que, no momento do choque, um dedo do motorista no nariz rompeu uma pequena artéria, provocando uma hemorragia e o desmaio da vítima.
    (Extraído de VERGEZ, Michel. “Pequenas Notícias: telex da Agência Frence Press”. Porto Alegre: L&PM, 1993)
    * O termo  “nariz de cera”, na gíria jornalística, diz respeito ao texto preambular, muitas vezes dispensável, cujo conteúdo não acrescenta maiores informações sobre o fato.

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  • 30Sep

    Carlos Saul Duque

    pablo_bernasconi___photoPablo Bernasconi é um grande ilustrador argentino que publica no New York Times, Wall Street Journal, Rolling Stone e Times, entre outros. Também desenha para livros infantis e já ganhou prêmios paca ao redor do planeta: só no Brasil já foram 32 prêmios Abril na categoria ilustração. Foi do seu mais recente livro, Retratos, que a gente retirou dez frases bacanas e trouxe junto as ilustrações fantásticas desse hermano que trabalha desde Bariloche para o mundo. Livro que, segundo ele, “…é meu trabalho mais arbitrário: através de metáforas expresso a minha opinião sobre estes personagens.” Curta as elaboradas metáforas de Bernasconi e depois dá uma passadinha na Amazon para levar o artista pra casa.

    9-1

    “Não há grande diferença entre Liam e eu. Ele é um cretino e eu também.”

    Noel Gallagher

    imagenesbernasconi-cousteau

    “Quando um homem, pela razão que seja, tem a oportunidade de levar uma vida extraordinária, não tem o direito de guardá-la para si próprio.”

    Jacques Cousteau

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    “Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje.”

    James Dean

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    “Na clínica há um sujeito que acha que é Napoleão. Outro, o general San Martin.

    Eu digo que sou Maradona e eles não acreditam em mim.”

    Diego Armando Maradona

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    “Todos têm um plano até receberem

    uma porrada na boca.”

    Mike Tyson

    12

    “As pessoas acham que sou um sujeito bem estranho. Estão errados.

    Tenho o coração de um garotinho. Está no meu escritório, dentro de um frasco.”

    Stephen King

    3

    “Não confio nas coisas que a vida me deu.”

    Dennis Rodman

    4

    “Meu capricho é lei.”

    Charly Garcia

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    “Tenho dois problemas para jogar futebol. Um é a perna esquerda. O outro, a direita.”

    Roberto Fontanarrosa

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    “Jamais tive problemas com as drogas. Meus problemas eram com a polícia.”

    Keith Richards

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  • 05May

    Carlos Saul Duque

    Talvez você não acredite, mas houve um tempo em que não existiam câmeras digitais. Que não existiam câmeras de bolso. Que não existia o sistema SLR. Que não existia a Sony, a Panasonic e a Kodak. Que não existia a película. Que não existia a fotografia colorida. E isto era 1907.
    Neste ano, enquanto Picasso mudava a arte pintando as “Demoiselles d’Avignon”, cinco prostitutas saracoteando alegremente em um bordel, os irmãos Auguste e Louis Lumiére mostravam pela primeira vez ao mundo a sua nova invenção, o autochrome. Uma tecnologia que, usando como matéria-prima o amido de batata, permitia que se reproduzissem cores fiéis em fotos tiradas com as câmeras portáteis da época – portáveis na caçamba de um caminhão, diga-se. Era dado o pontapé inicial na era da cor na fotografia.
    Em 1909, Albert Kahn, um banqueiro francês cheio da grana e da consciência, resolveu investir o seu ervanário em um projeto fantástico. Ali, com o século 20 ainda usando fraldas, Kahn teve um cutuco de que aquele mundo quase-pós-século-desenoveano estava com seus dias contados, que a globalização iria chegar e pasteurizar tudo e que os povos do mundo, assim como existiam 100 anos atrás, nunca mais seriam os mesmos.

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  • 08Oct
    Categories: Literatura Comments: 0

    O que quer que um outro disser bem, é meu. Sêneca, séc I d.C.

     

     

     

    Comprei “O Livro das Citações”, de Eduardo Giannetti. Em uma agência de propaganda – principalmente dentro da Criação – sempre é bom ter um livro deste tipo por perto. Aniversários, cartões de diversas estirpes, briefings espirituosos e outros textos menos cotados sempre pedem uma citaçãozinha. Por isso acomodei o livro do Giannetti ao lado dos Phrase Books do Duailibi, encostado no “Millôr Definitivo” e fazendo contraste à bíblia do cinismo que é o “Dicionário Universal de Citações” do Paulo Rónai.

    Mas este livro é diferente já no seu prefácio, pois não há prefácio, mas uma série de citações sobre prefácio.

    No índice, uma série de títulos inspirados para separar o livro em assuntos: “Os mal-entendidos governam o mundo”, “O bálsamo da inconsciência e o elogio do sono”, “O neolítico moral” e por aí vai. Um livro para ter junto ao trono e abrir ao léu, porque toda a página aberta não começa uma história, mas propõe caminhos para que algo aconteça: um autor a conhecer, um livro para ler, ou, o mais óbvio, uma citação para incorporar no repertório.

    Como hoje em dia tudo é citação, cover, releitura, repaginação, retrô-atividade ou homenagem, beba direto na fonte e crie o seu próprio movimento. Garanto que algumas das frases organizadas no livro vão lembrar você de algo contemporâneo que você leu, ou uma música da moda que você achou muito original. Recomendo e encerro – óbvio – citando Jorge Luis Borges:

    “Que outros se jactem das páginas que escreveram; a mim me orgulham as que tenho lido.”

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  • 06Sep

    A Revista Veja desta semana traz uma página inteira sobre o lançamento de A ESTRADA, livro do norte-americano Cormac McCarthy, que sai nas livrarias brasileiras agora em setembro. Não lembro a última vez que esperei tanto pelo lançamento de um livro por aqui, muito por causa da rajada de recomendações que recebi sobre o dito cujo. É sério, já escutei pelo menos meia dúzia de pessoas de gosto confiável dizendo que o original em inglês (THE ROAD) é uma das melhores coisas que já leram NA VIDA. Com essas credenciais, mais o Prêmio Pulitzer que o autor ganhou, não há como esperar pouca coisa disso aí. Obviamente é uma baita de uma imprudência recomendar um livro que nunca li, mas acho que vale manter os olhos abertos com esse McCarthy ( que é veterano e tem outros livros publicados na terrinha – infelizmente não li nenhum deles). Quando A ESTRADA baixar por aqui, pode apostar que serei o primeiro da fila pra levar.

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