• 24Mar

    Carlos Saul Duque

    A curadoria da exposição de cartazes do Pixel Show Porto Alegre fez um convite pra lá de bacana para a Dez: ter uma vaga no meio de um monte de cobras. Pra responder o convite com pompa e circunstância, resolvemos fazer um concurso entre os D.As./designers/ilustradores da Dez. O resultado está a seguir.

    Mas precisamos da sua ajuda para decidir. Vote no seu cartaz preferido através de um comentário no blog, anotando o nome do autor e o número do cartaz. E depois vá conferir no Pixel Show o resultado.

    A Dez agradece.

    VOTAÇÃO ENCERRADA. MUITO OBRIGADO PELA SUA PARTICIPAÇÃO.

    #1 Mariana das Virgens

    “A olheira é o reflexo do esforço da alma. Muitas vezes ela marca o
    tortuoso caminho para chegar a uma terra (mítica?) de tranquilidade. Elas
    são lembretes de lutas e provações impregnados na carne.”

    #2 Andrey Damo

    “Eu de fato me preocupo com a possibilidade de ficar sem àgua potável daqui alguns anos. Também fico consternado com a possibilidade de novos “tsunamis” varrerem povos mundo afora. Mas realmente acho que os guarda-chuvas deveriam ser maiores e, quando cai um toró, meus tênis ficam completamente molhados.”

    #3 Andrey Damo

    “No layout há um guarda-chuva e três gotas. É só uma garoa fina. Então, seja otimista, não veja uma lágrima.”

    #4 Giovanni Pereira

    “Um cartaz homenagem a artistas de verdade. Àqueles que escrevem, pintam, ilustram, atuam, por verem um mundo diferente, ainda que sufoquem com isso.”

    #5 Giovanni Pereira

    “Um mundo cada vez mais inovador, onde a novidade já chega velha, obsoleta. Os novos ídolos surgem com data de validade. Leia Shakespeare.”

    #6 Mayume Mizoguchi

    #7 Mayume Mizoguchi

    #8 Marco Boni

    “Impulsos do inconsciente representados em forma gráfica. Múltiplas faces do indivíduo moderno.”

    #9 Marco Boni

    “O inconsciente expressa seus desejos. O virtual e o orgânico se fundem, o medo e a voracidade se repelem.”

    #10 Guilherme Dorneles

    “Organismo em mutação, um fluxo abstrato de idéias. Pensamentos em processo de digestão.”

    #11 Gabriel Costa

    “Os Beatles, pra mim, é referência e inspiração máxima da criatividade aplicada ao trabalho e às artes.
    Depois de se tornarem a maior banda do mundo, resolveram trabalhar e expandir suas mentes e obras pra se tornar algo maior ainda. E conseguiram com qualidade. Com o passar do tempo seu trabalho tornou-se cada vez mais consistente e rico até virar um potencial sonoro e visual jamais visto. Na ilustração, tento homenagear os meus ídolos e relembrar da mensagem que eles passaram pro mundo e que pode ser servida de exemplo a todos.”

    #12 Felipe Ruskowski

    “Do cheiro do asfalto o graffiti, dos grandes salões o sacro, do desconhecido a imaginação.”

    #13 Matheus Trevisan

    “Brincando de photoshop e ouvindo isso acaba se tornando auto-explicativo.”

    #14 Matheus Trevisan

    “Ilustração digital que mistura referências de artistas que eu curto. A brincadeira com sobreposição de cores no lettering resultou na anulação de ambas. Escolha da palavra totalmente aleatória.”

    #15 Juliano Weide

    “Com toda a expectativa e exigência que o mundo nos pressiona hoje, muitas vezes não podemos parar. Então o “update” não acontece ou o simplesmente o ‘link se perde’. A busca desenfreada por informação, não nos dá descanso. Um momento de pausa.”

    #16 Juliano Weide

    #17 Mariana Couto

    “O trabalho brinca com o conjunto de linhas, cores e sombras, gerando uma ideia de profundidade.”

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  • 30Sep

    Carlos Saul Duque

    pablo_bernasconi___photoPablo Bernasconi é um grande ilustrador argentino que publica no New York Times, Wall Street Journal, Rolling Stone e Times, entre outros. Também desenha para livros infantis e já ganhou prêmios paca ao redor do planeta: só no Brasil já foram 32 prêmios Abril na categoria ilustração. Foi do seu mais recente livro, Retratos, que a gente retirou dez frases bacanas e trouxe junto as ilustrações fantásticas desse hermano que trabalha desde Bariloche para o mundo. Livro que, segundo ele, “…é meu trabalho mais arbitrário: através de metáforas expresso a minha opinião sobre estes personagens.” Curta as elaboradas metáforas de Bernasconi e depois dá uma passadinha na Amazon para levar o artista pra casa.

    9-1

    “Não há grande diferença entre Liam e eu. Ele é um cretino e eu também.”

    Noel Gallagher

    imagenesbernasconi-cousteau

    “Quando um homem, pela razão que seja, tem a oportunidade de levar uma vida extraordinária, não tem o direito de guardá-la para si próprio.”

    Jacques Cousteau

    50

    “Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje.”

    James Dean

    retratos-32

    “Na clínica há um sujeito que acha que é Napoleão. Outro, o general San Martin.

    Eu digo que sou Maradona e eles não acreditam em mim.”

    Diego Armando Maradona

    retratos-37

    “Todos têm um plano até receberem

    uma porrada na boca.”

    Mike Tyson

    12

    “As pessoas acham que sou um sujeito bem estranho. Estão errados.

    Tenho o coração de um garotinho. Está no meu escritório, dentro de um frasco.”

    Stephen King

    3

    “Não confio nas coisas que a vida me deu.”

    Dennis Rodman

    4

    “Meu capricho é lei.”

    Charly Garcia

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    “Tenho dois problemas para jogar futebol. Um é a perna esquerda. O outro, a direita.”

    Roberto Fontanarrosa

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    “Jamais tive problemas com as drogas. Meus problemas eram com a polícia.”

    Keith Richards

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  • 26Sep

    Carlos Saul Duque

    instituto5Fuja dos shopping centers e dê uma passada no Instituto NT de Cinema e Cultura, uma iniciativa maravilhosa da TGD Filmes que reformou e equipou a Casa Boni, um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico, e a transformou em um espaço fantástico, com a melhor sala de cinema da cidade.

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    Fui ver Honeydripper na semana passada, um filme do diretor John Sayles com Danny Glover no papel principal. Som cristalino, imagem digital perfeita de um projetor InFocus, poltronas confortáveis, sala agradável com apenas 50 lugares.

    instituto4

    Lugar perfeito para assistir um filme.
    Momento trocadilho do filme: o guitarrista desce do trem, olha o nome da cidade poeirenta – Harmony – e diz:
    - Bom nome de cidade para um músico.
    O condutor do trem retruca:
    - Você acha? A única vez em que fui preso foi numa cidade chamada Liberty…

    E de lambugem, o Instituto NT tem também a mostra Circo Fellini, uma homenagem ao grande diretor italiano. Para quem não sabe, reza a lenda que Federico Fellini fugiu de casa com um circo e o seu pai só o encontrou três dias depois em outra cidade. Verdade ou não, o circo sempre teve uma presença carinhosa na obra do cineasta.

    amarcord aaaaaaaaanoitesdecabiria

    A mostra do Instituto NT traz desenhos, cartazes, fotografias e 24 filmes do diretor que você pode ver na melhor e mais aconchegante salinha de cinema de Porto Alegre. Tem Amarcord, E La Nave Va, Roma, Casanova, 8 e 1/2 e, um dos meus preferidos, La Dolce Vita, que tem uma das cenas mais antológicas do cinema italiano.

    A mostra tem também o filme Entrevista, onde 27 anos depois de La Dolce Vita Fellini faz uma linda homenagem a Marcello Mastroianni, Anita Ekberg e ao cinema e sua capacidade de fazer a gente sonhar.


    Vá lá, prestigie a mostra e agradeça pessoalmente ao diretor da TGD e do Instituto NT, Beto Turquenitch, porque Porto Alegre precisa de pessoas e entidades que metem a mão na massa e fazem a cidade melhor. O NT fica na rua Marquês do Pombal, 1111. Circo Fellini vai até o dia 17 de novembro, de terça a domingo das 14h às 20h.

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  • 28Jan

    robotwill-4web

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Carlos Saul Duque

    Você sabia que grande parte dos investimentos dos principais bancos e corretoras dos Estados Unidos é controlada por softwares de inteligência artificial? A consultoria especializada Aite Group acredita que quase 40% de todas as negociações realizadas nas bolsas americanas já são controladas por corretores-robôs, que tomam decisões de compra e venda sozinhos. São quase 1 bilhão de transações por dia feitas por máquinas sem deus e sem patrão.

    No auge da crise de dezembro do ano passado, Citigroup, Lehman Brothers e Bear Sterns, para citar três empresas que escorreram pelo ralo, tinham parte de suas aplicações robotizadas. Se isto piorou a crise ou não, ninguém pode ter certeza. Mas o analista americano Matthew Samelson estudou o assunto e acha que os robôs reagiram agressivamente ao que estava acontecendo e ajudaram a disseminar o pânico no mercado. 

    Lendo isso, não consigo deixar de pensar na diferença de opiniões que baliza o roteiro de “Wall-E“, a animação da Pixar que foi considerada obra-prima pela New York Magazine. O robô enferrujado Wall-E, como Charles Chaplin em “Tempos Modernos”, tem uma atividade robótica-repetitiva enlouquecedora: compactar o lixo da Terra em blocos e depois os organizar em enormes pilhas. Sua distração é colecionar a memorabilia da extinta vida terrestre que vai achando entre o lixo. Até o dia em que “uma” robô de nome Eve chega do espaço e, como se fosse um desses avaliadores automatizados de Wall Street, atinge Wall-E com sua agressividade e frieza para cumprir sua missão. É claro que Eve acaba domada pela doçura do robozito, mas infelizmente isto aconteceu em Wall-E, que é ficção, mas não em Wall-S, que é a mais dura realidade.

    As previsões são de que em 2015 o Japão tenha um robô em cada casa. Os coreanos, em 2020. E assim como a humanidade se robotiza, é melhor para todo mundo que os robôs se humanizem. Já se fala em computadores totalmente pensantes lá para 2061, o que nos dá uma certa folga para planejar o que a gente vai fazer se os caras resolverem, como em um de cada três filmes de ficção que a gente vê, sair no braço com a humanidade.

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  • 31Mar
    Categories: Cultura, Música Comments: 0

    As coisas andam bem atribuladas por aqui, mas encontrei uns instantes para postar essa beleza de vídeo do Ben Weasel, o primeiro nos mais de 20 anos de carreira do cara (dividida em três bandas diferentes). É uma referência e tanto para quem gosta de animações e ilustrações e vale uma olhada. Adicione a isso o fato do cara ser provavelmente o meu compositor favorito e ter escrito músicas e letras que mudaram minha vida – apesar de ser rechaçado por muitos por ter o rótulo de “punk” colado na cara -, e voilá, temos um novo favorito por aqui. A canção chama-se “Got My Number”, está no disco “These Ones Are Bitter”, lançado no ano passado, e fala sobre… bem, o clipe deixa tudo bem claro:

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