• 16Dec

    “Se você desaparecesse da face da Terra agora, seria uma coisa maravilhosa para todo mundo.”
    Ana Maria Braga, ao vivo na Globo para todo o Brasil, falando sobre o amor de Marcelo por Susana.

    “Mais difícil do que interpretar a a atual situação financeira é interpretar uma interpretação dos economistas sobre a atual situação financeira.”
    Millôr Fernandes interpretando a crise.

    “Bandido favelado não se varre com vassouras/ se varre com granadas, com fuzil, metralhadora.”
    Galera do Bope correndo, cantando e filosofando sobre a violência dos nossos dias no bairro das Laranjeiras, Rio.

    “Não concordo com uma palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las”
    François-Marie Arouet (1694 – 1778), mais conhecido como Voltaire, comentando postumamente a polêmica do aviãozinho do “eles estão fora”.

    “…a história dos travestis é problema dele. Tanto faz se ele dorme com mulher, homem, cabra, bode…”
    Marcio Braga, presidente do Flamengo, negando que a farra de Ronaldo tenha influenciado na demora do clube em fechar com o Fenômeno.

    “Esse é o seu beijo de despedida do povo iraquiano, seu cachorro.”
    Muntazar al-Zaidi, repórter e atirador de sapatos iraquiano, desejando a George W. Bush um feliz Natal e um 2009 cheio de realizações.

    “Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassar.”
    George W. Bush falando francamente sobre a vida e tudo mais.

    “Na fazenda, eu nunca tinha visto desse jeito. Ele é muito esperto para ter sete pernas. Essa vida dele será longa.”
    Valter Slaviero, criador de gado de Rondonópolis, MT, saudando o nascimento de um bezerro de sete pernas em sua propriedade.

    “Sinceramente,,, eu acho que esse foi o único jeito que o Marcelo encontrou pra aparecer na mídia…”
    Karina“, postando no blog buzz.globo.com seu comentário sobre o romance de Mallu Magalhães e demonstrando que conhece profundamente Marcelo Camelo.

    “Buemba! Tá cheio de VIP no show da Madonna: Vim do Interior de Pelotas!”
    José Simão, piadista, localizando as presenças célebres na turnê “Doce Duro”

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  • 29Sep

    O Zé Pedro Goulart, além de grande diretor de cena, pai da Paris e conselheiro do Grêmio, também escreve na Zero Hora sexta-feira sim, sexta-feira não. Na última, 26 de setembro, fez uma análise muito interessante sobre o Lula e a dificuldade que nós, elite branca brasileira, temos de aceitá-lo sem piadinhas ou comentários desabonadores e faz um desabafo: “Eu também quero amar o Lula”, diz o Zé Pedro já no título da sua coluna.

    Por pura coincidência, ou não, como diria o Caetano, o Juremir Machado da Silva, colunista do Correio do Povo, faz uma comparação deveras interessante entre o Machado de Assis, 100 anos de morte, e o Lula da Silva, na sua coluna desta segunda, 29 de setembro, sob o título “Machado da Silva”, uma combinação dos sobrenomes das duas figuras que acaba formando o sobrenome dele mesmo, Juremir. Diz o colunista que ambos, pobres e sem educação formal, chegaram lá, apesar dos obstáculos.

    Mas antes que você troque para o blog da Escala ou da DCS porque eu estou falando de política, ou porque detesta o Lula ou Machado de Assis ou o Zé Pedro ou o Juremir, por favor, me dê mais um minuto. Meu assunto aqui não é nenhum deles em especial, mas algo que nós, brasileiros, praticamos e alimentamos sem perceber: a nossa síndrome de vira-lata.

    A revista Esquire, na sua edição americana (sai também na Inglaterra e na Espanha) de 75 anos, nas bancas agora, se propôs a indicar as 75 pessoas mais influentes do século 21. Não as mais bem-vestidas, nem as mais bonitas, nem as mais corruptas, mas aquelas com as idéias que estão moldando o mundo agora para o futuro. São apenas 75 vagas para um mundo de 6.5 bilhões de habitantes. E lá está o Lula entre ganhadores de nobéis e pulitzers, chefes de estado, designers, cientistas, cineastas, milionários que vieram do mundo digital e CEOs.

    Mas, repito, não estou falando sobre o Lula, mas sobre nóis. Nóis, que chineleamos o Lula, a seleção, o cinema nacional e o Celso Roth. Nóis que achamos que tudo que vem de fora é melhor, por mais que o Bush faça cacaca na casa branca e tenha que remendar socializando o prejuízo do mercado. Por mais que o Massa dirija bem e os gênios da Ferrari inventem brinquedinhos tecnológicos como o “pirulito eletronico” que acabou com o piloto em Cingapura. Nóis que sempre temos uma frase irônica ou cínica sobre nóis mesmos.

    Pois é. Nóis somos fogo, pessoal. E podemos fazer qualquer coisa, basta ter a persistência, a coragem e a criatividade que a nossa síndrome de vira-lata costuma esconder. Pense nisso. Porque é tudo com nóis.

    Para ler o Zé Pedro: clique aqui
    Para ler o Juremir na internet você tem que ser assinante do Correio do Povo.
    Para ler os “75 Most Influential People” da Esquire: clique aqui

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