Carlos Saul Duque
Recém saído do forno, o último álbum de Peter Gabriel, “Scratch My Back“, é totalmente composto por canções de outros artistas ou bandas. Na maioria, gente de muito peso no cenário musical. O interessante é que não é apenas uma coletânea de covers, mas um diálogo colaborativo – em intensidades muito diferentes para cada música – onde Gabriel aplica o seu estilo às canções de terceiros, mas antes faz contato com o autor e estabelece regras para a regravação. Segundo ele, “dar a um artista liberdade total é o mesmo que castrá-lo”. Por ser fiel a este preceito, ele fez questão de ter contato e, inclusive, fazer a escolha das músicas dos outros a quatro mãos. Daí vem o nome do ábum, “coce as minhas costas”. A intensão de Peter Gabriel é que todos os artistas envolvidos também gravem canções de sua autoria, o que esperamos que aconteça em breve. Enquanto isso, o blog da Dez confere no original dez das doze canções do álbum (ficaram de fora “Listening Wind” do Talking Heads e “The Book Of Love” do Magnetic Fields).
Peter Gabriel foi o vocalista original do “Genesis” e participou dos grandes álbuns da banda. Ao sair foi substituído por Phil Collins, que era o baterista. E daí você sabe o que deu.
“Heroes” (1977)
David Bowie
Segundo dos três álbuns que Bowie lançou quando morou em Berlim, colaboração com Brian Eno, a canção-título é um dos hits de Bowie.
“The Boy In The Bubble” (1986)
Paul Simon
“Graceland” foi o álbum que proporcionou a Paul Simon uma espécie de renascimento na década de 80. Recheado de ritmos africanos e feito em estreita colaboração com artistas do continente. Se você ainda não ouviu, comece agora.
“Mirrorball” (2008)
Elbow
Banda indie britânica dos arredores de Manchester com dez anos de estrada. A canção faz parte do álbum “The Seldom Seen Kid”. Típico nome de álbum de banda indie britânica dos arredores de Manchester.
“Flume” (2008)
Bon Iver
O cantor folk americano Justin Vernon usa o nome artístico Bon Iver para gravar desde que saiu da banda DeYarmond Edison. “Flume” pertence ao álbum “For Emma. Forever Ago”.
“The Power Of The Heart” (2008)
Lou Reed
Canção que não pertence a nenhum álbum de Lou Reed e que foi utilizada pela joalheria Cartier em campanha para angariar fundos para o grupo Action Against Hunger. Até pouco tempo era possível fazer o download livre dela no site Cartier LOVE (entre outras canções de amor, check it out).
“My Body Is A Cage” (2007)
Arcade Fire
Canção do excelente “Neon Bible”, segundo álbum da banda. O clip não-oficial é uma montagem muito bacana de J. Tyler Helms feita com cenas do duelo final do filme “Era Uma Vez No Oeste”, clássico de Sergio Leone. Confira o canal do jthelms no youtube, vale a pena.
“I Think Is Going To Rain Today” (1968)
Randy Newman
Standard que pertence ao primeiro álbum do compositor, com versões por mais de dez artistas americanos. E britânicos, como Peter Gabriel.
“Après Moi” (2006)
Regina Spektor
Cantora e compositora nascida na Rússia e emigrada em 1989 para os Estados Unidos, Regina Spektor tem uma voz pra lá de particular. E toca piano paca. Canção do álbum “Begin To Hope”.
“Philadelphia” (1993)
Neil Young
Da trilha sonora do filme homônimo de Jonathan Demme que ganhou dois Oscars: melhor ator para Tom Hanks e melhor canção original para, veja só, Bruce Springsteen com “Streets Of Philadelphia”. Eu, particularmente, prefiro o trabalho do Neil Young, mas acho que o “The Boss” estava mais na moda em 93. Achei a sequência final do filme, onde a música aparece. E é de cortar o coração.
“Street Spirit (Fade Out)” (1995)
Radiohead
A banda dispensa apresentações. A canção é do álbum “The Bends”, segundo deles (ouça já a faixa “High And Dry“, obra-prima). O belo clip foi dirigido por Jonathan Glazer, que também tem uma penca de bons comerciais no seu portfólio.
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