• 25Nov

    @saulduque

    Um dos seminários que eu mais gostei do último Festival de Cannes foi “Wildfire Stories”, apresentado pela Leo Burnett e a Contagious magazine. O tema era o seguinte: há sete enredos básicos para se contar uma história. O tempo passa, a tecnologia cria novas ferramentas, mas a maneira de contar segue enredos que existem desde o tempo das cavernas

    As pinturas rupestres, os ditados de Confúcio ou as histórias de Dona Benta, tudo são técnicas de contar estórias. E mesmo hoje, com os meios digitais, a indústria da comunicação e seus clientes continuam se inspirando em tradições milenares para contas as suas histórias e cativar corações e mentes.

    Porém, um erro comum dos anunciantes é ouvir o canto da sereia da tecnologia e achar que ela é o grande diferencial da era digital. Na verdade, ela propicia uma forma mais elaborada de contar uma estória. E mais sofisticação na técnica.

    O mundo virou multi-canal e as possibilidades da gente contar uma estória de forma não-linear aumentaram. E quem não entender esta mudança vai ficar falando sozinho, ou comprando mídia pela tecnologia e não pela adequação à estória que precisa ser contada.

    Por isso um conceito contemporâneo de utilização de meios digitais considera a tecnologia como coadjuvante da estória. E este conceito se aplica na vida das pessoas, no cotidiano. Quanto mais invisível a tecnologia, mais útil e facilitadora ela se torna.

    Seguindo a tese do Wildfire Stories, contar estórias é uma habilidade milenar que nasceu com a própria civilização humana. E, na verdade, os enredos possíveis de uma história não mudaram desde então. Na sequência, os exemplos para cada um destes enredos que foram apresentados em Cannes.

    1. Comédia

    2. Tragédia

    3. Vencendo o monstro

    4. Jornada e retorno

    5. A busca

    6. Do farrapo à riqueza

    7. Renascimento

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  • 15Oct

    Carlos Saul Duque


    Critério totalmente pessoal. Por favor, contribuam que a gente faz mais uma seleção.

    1. Ipirella

    ipirela

    Criada pelo artista plástico gaúcho João Mottini por encomenda da agência MPM. Apesar de ser apenas uma ilustração, Ipirela foi modelo de beleza nos anos 70 e presença constante nos sonhos dos adolescentes da época.

    2. Loura do Platinum Plus

    Por favor, se alguém sabe o nome desta atriz, me diga. A loura da Platinum Plus, uma lâmina de barbear da Gilette, teve problemas com a censura da ditadura militar nos anos 70 e o contraponto em carne e osso da Ipirella. Até hoje loura “Platinum Plus” é fenômeno de gostosa – principalmente em site pornô brasileiro.

    A presença desta personagem é tão forte no imaginário brasileiro que até virou explicação para a lenda urbana da “Loura do Banheiro”. Nesta versão, a tal loura era amante do dono da Gilette e havia se matado no banheiro da faculdade em que estudava. Depois disso ela começou a aparecer no espelho do banheiro de quem dizia três palavrões depois de puxar a descarga três vezes…

    3. As meninas de “Mania de você”

    Em 1979 este comercial da Ellus fez furor na TV brasileira. Com (agora) clássico de Rita Lee, “Tire a roupa para quem você gosta”, criado pela agência Fox de São Paulo, rompeu com um passado comportadinho e bombou a venda dos jeans Ellus. Quem é a musa? Não tenho a menor idéia, mas são várias e muito bem filmadas por Ernani Bessa. Curiosidade: a Ellus fez este ano um novo comercial inspirado no “Tire a roupa”.

    4. Luciana Vendramini

    Luciana

    Ela foi Paquita do Xou da Xuxa, Garota do Fantástico e mulher do Paulo Ricardo do RPM.  E fez este comercial do saudoso Napolitano, picolé da Kibon, que conta com uma duvidosa versão do hit “Vem chegando o verão”, da cantora Marina. Com duas capas da Playboy no currículo, Luciana Vendramini é uma das musas da propaganda dos anos 80.

    5. Patricia Lucchesi, a garota do sutiã

    1224343415137_bigPhoto_0

    150_341-pat1Em 1987, aos 11 anos, Patrícia Lucchesi estrelou o maior clássico da propaganda brasileira e tornou-se para sempre a “garota do sutiã” neste comercial criado pela W/Brasil para a Valisére. O slogan “O primeiro sutiã a gente não esquece” já deve ter recebido um milhão de homenagens em forma de paródias e, principalmente, como frase criativa padrão. O primeiro (coloque o seu assunto aqui) a gente não esquece e por aí vai.

    Depois deste hit, Patrícia Lucchese trabalhou na série “Confissões de Adolescente”, fez um filme d’Os Trapalhões, uma ponta em “Feliz Ano Velho”, foi capa da Playboy aos 19 anos e hoje, aos 34, atua no teatro.

    6. Cassia Kiss e o auto-exame

    Em 1988, Cássia Kiss sacudiu a TV brasileira ao fazer o auto-exame dos seus seios em horário nobre da TV. A campanha de combate ao câncer de mama é antológica. Infelizmente, não deu pra conseguir o filme pra colocar aqui. Mas vocês podem ficar com a cena em que a personagem de Cássia Kiss, Maria Marruá, toma banho peladona no Pantanal em cena antológica da novela de mesmo nome. Quem faz o exame aqui não é ela, mas o ator José Dumont.

    7. Gisele Bündchen

    Gisele Bündchen. Duas palavrinhas e um mundo de significados.

    8. Cicarelli e a última gota

    Comercial da Pepsi feito pela Zeppelin que lançou Daniela Cicarelli. Linda e natural, beijo antológico da propaganda brasileira.

    9. Patrícia Silveira e o tempero da vida

    Sei de bebedores de cerveja que choraram ao ver este filme pela primeira vez. Tente prestar a atenção à música do filme: Stormy Weather, cantado por Etta James.

    10. Tônia Carrero e o Leite de Aveia Davene

    013302008199Não tem como não citar Tônia Carrero e o Leite de Aveia da Véia. Quer dizer, Davene. Esta foi a piada mais recorrente que eu ouvi enquanto a Tonia foi garota-propaganda do produto. Brincadeiras a parte, grande atriz defendendo o leitinho das crianças com dignidade em uma campanha (este comercial é de 1984) que faz parte da história da propaganda brasileira. E a Tonia batia um bolão no seu tempo.

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  • 30Oct

    Já está no ar a campanha de Vestibular de Verão da Feevale, que é uma das novas contas da Dez. Os comerciais de TV, anúncios e demais peças são protagonizados por dois personagens inusitados: um espirituoso casal de cérebros que mora no laboratório do campus. Em um dos filmes, os dois apresentam a Feevale por dentro, mostrando tudo o que a instituição oferece aos seus alunos.

    (NOTA REALMENTE NECESSÁRIA: quem ainda não conhece a Feevale pessoalmente, wow, não sabe o que está perdendo. O troço é realmente impressionante: o lugar é lindo, enorme e me deixou nostálgico em relação aos meus nem tão longínquos anos na faculdade. Recomendo fortemente uma visita. FIM DA NOTA REALMENTE NECESSÁRIA. OBRIGADO.)

    Bem, o trabalho tem dado um retorno legal: há esse pessoal bem empolgado com os cérebros e as inscrições pro vestibular estão bombando. O que quase ninguém sabe é que uma das maiores inspirações para a criação dos personagens da campanha “Use O Que Você Tem Na Cabeça” veio de um vagabundíssimo filme de ficção científica rodado lá nos anos 50.

    O filme em questão chama-se THE BRAIN FROM PLANET AROUS, foi lançado em 1957 e conta a história de Gor, um cérebro gigante de outro planeta que desce na Terra com o objetivo de dominar o mundo. Para levar adiante seu plano maquiavélico, ele se apodera da mente de um cientista e acaba se apaixonando pela noiva do doutor. Completando a maluquice desenfreada proposta pela fita, há ainda um cérebro BOM do mesmo planeta, que se junta à Sally, a tal noiva, para tentar salvar a Terra das garras – cérebro tem garras? – de Gor. Como se vê, o argumento rocambolesco compensa com muita criatividade a falta de grana da produção; também é de se perguntar o que o cara tomava pra bolar um troço desses.

    Mas vamos ao que interessa, que é o personagem que inspirou os cérebros da Feevale. Senhoras e senhores, este é Gor:

     

    Simpático, não? Mas pode tirar o sorriso do rosto, caro leitor. Nas imagens abaixo, Gor revela sua real índole por trás do olhar meigo, atacando humanos de maneira demente e sem qualquer sentido:

    Repare no sujeito completamente descontrolado tentando conter o bicho com o auxílio de um machado. Genial demais. 

    Obviamente, os cérebros da Feevale são bem mais inofensivos do que nosso amigo Gor. E quanto a dominar o mundo, bem, eles já estão satisfeitos em dominar o conteúdo das provas e também as inscrições pro vestibular.

    Ah, em breve, os comerciais da campanha pintam aqui no site da Dez. 

    Stay tuned for more rock´n´roll.

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  • 30Aug

    Fui apresentado a essa campanha por um colega de banda que morou um bom tempo na Inglaterra. Como eu sempre fui partidário da idéia que o ser humano só deixa de fazer algo errado quando leva umas biabas ou quando se sente um idiota, a idéia de mandar as pessoas pensarem antes de serem imprudentes me pareceu mais do que boa.

    Melhor situar as coisas: Think! é uma campanha de conscientização de seguraça no trânsito. Ela não trata apenas de não beber quando for dirigir, ou de não correr feito um louco pelas ruas. Trata de todos os parâmetros possíveis para deixar o trânsito cada vez mais seguro. E para isso usa uma série de filmes e peças gráficas que podem ser vistas no site “Think! Road Safety Website”. Lá, além da campanha, ainda existem uma série de manuais sobre procedimentos ligados à segurança no trânsito.

    A cada tema tratado, em vez de tentar simplesmente dizer para as pessoas mudarem suas atitudes, a campanha mostra algo e explica como isso não aconteceria se a pessoa fosse prudente. Na minha opinião é a maneira mais eficaz. O Brasil costuma ser meio contra chocar o público e não precisamos pensar muito para ver o quão eficaz é esta maneira de pensar.

    Vale a pena entrar no site e conferir as peças. No YouTube é só digitar “Think UK” pra encontrar vários filmes da campanha. Abaixo seguem alguns deles:

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