• 25Nov

    @saulduque

    Um dos seminários que eu mais gostei do último Festival de Cannes foi “Wildfire Stories”, apresentado pela Leo Burnett e a Contagious magazine. O tema era o seguinte: há sete enredos básicos para se contar uma história. O tempo passa, a tecnologia cria novas ferramentas, mas a maneira de contar segue enredos que existem desde o tempo das cavernas

    As pinturas rupestres, os ditados de Confúcio ou as histórias de Dona Benta, tudo são técnicas de contar estórias. E mesmo hoje, com os meios digitais, a indústria da comunicação e seus clientes continuam se inspirando em tradições milenares para contas as suas histórias e cativar corações e mentes.

    Porém, um erro comum dos anunciantes é ouvir o canto da sereia da tecnologia e achar que ela é o grande diferencial da era digital. Na verdade, ela propicia uma forma mais elaborada de contar uma estória. E mais sofisticação na técnica.

    O mundo virou multi-canal e as possibilidades da gente contar uma estória de forma não-linear aumentaram. E quem não entender esta mudança vai ficar falando sozinho, ou comprando mídia pela tecnologia e não pela adequação à estória que precisa ser contada.

    Por isso um conceito contemporâneo de utilização de meios digitais considera a tecnologia como coadjuvante da estória. E este conceito se aplica na vida das pessoas, no cotidiano. Quanto mais invisível a tecnologia, mais útil e facilitadora ela se torna.

    Seguindo a tese do Wildfire Stories, contar estórias é uma habilidade milenar que nasceu com a própria civilização humana. E, na verdade, os enredos possíveis de uma história não mudaram desde então. Na sequência, os exemplos para cada um destes enredos que foram apresentados em Cannes.

    1. Comédia

    2. Tragédia

    3. Vencendo o monstro

    4. Jornada e retorno

    5. A busca

    6. Do farrapo à riqueza

    7. Renascimento

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One Response

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  • Gilson Esteves Says:

    Na semana passada, em Las Vegas, no congresso Autodesk University que reuniu mais de 8.000 usuários de tecnologia e computação gráfica, tanto para o mercado de manufatura, engenharia e arquitetura, como para mídia e entretenimento, um dos temas abordados foi A Arte de Contar Histórias. Pela primeira vez a abertura, que sempre teve uma palestra diferente para cada mercado vertical, desta vez, juntou Jon Landau, da Lightstorm Entertainment, produtor do filme Avatar, de James Cameron, com o Vice Presidente para Arquitetura e Construção do Marriott International, Karim Khalifa, na mesma apresentação. O objetivo foi mostrar que as mesmas ferramentas utilizadas por Cameron para contar a sua história podem ser utilizadas por um arquiteto ou engenheiro para contar a história do seu produto. E como colocastes muito bem no teu artigo: “a tecnologia cria novas ferramentas, mas a maneira de contar segue enredos que existem desde o tempo das cavernas”. Interessante é observar que não só o pessoal de mídia e entretenimento se utiliza desses enredos. Projetos de arquitetos e engenheiros também contam a história de suas criações. O que falta agora é técnicos e criativos se unirem para, juntos, contarem a história de novos produtos para o mercado.

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