• 12Oct

    Carlos Saul Duque

    O mundo maravilhoso da rede mundial de computadores é um universo em expansão. As possibilidades são cada vez maiores, cada vez mais incríveis. Mas os riscos que você corre de se dar mal também aumentam. E muito.

    Eles são os mais variáveis -  e os mais triviais. A sua senha, por exemplo.

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    Não faz muito tempo, um analista da Acunetix, uma empresa de web-segurança, achou 10 mil usernames do Hotmail, MSN e Live.com e suas respectivas senhas no PasteBin, um site de clipboard. Bogdan Calin, o tal analista, acredita que um hacker utilizou um programa de fishing para roubar as 10 mil IDs, mas por algum problema não conseguiu continuar com a sua picaretagem.

    Calin então analizou as IDs e senhas e os resultados mais impressionantes são os seguintes:
    - A senha 123456 apareceu 64 vezes – foi a mais utilizada;
    - 2 mil senhas tinham seis caracteres, o maior percentual de toda a lista: 22%;
    - A maior senha foi “lafaroleratropezoooooooooooooo” e a menor, “:)”.
    - 42% das senhas eram compostas só de letras. 19%, numéricas. Apenas 6% eram alfa-numéricas.

    Conclusão alarmante: some as de letras e as numéricas e você tem 61% das senhas classificadas como de baixíssima segurança. Projete este número para toda a web e vai ver o estrago que dá pra fazer.

    “Preguiçosa, egoísta e impiedosa”

    Texto interessante que eu li no blog Webmanário, que se classifica como o 1o jornal-site-revista-laboratório. O site cita Michael Gold, jornalista científico e consultor editorial da West Globe Editorial. Ele diz que “…a audiência é preguiçosa, egoísta e impiedosa. (…) ela não passa de 30 segundos por usuário até o próximo clique.”

    Conclusão alarmante #2: quem escreve na web muitas vezes não escreve para a web. E por isso tende a reproduzir os macetes (ainda existe este termo?) do texto offline. Clareza e objetividade ainda são as grandes qualidades de um texto, mas você tem certeza que sabe o que é clareza e objetividade na web?

    Impiedosa pacas

    ruthless.001Você costuma fazer palestras? Então vá se acostumando também a levar em consideração a sua platéia virtual. O twitter está invadindo a área dos palestrantes.

    O acesso fácil à rede via celular e a febre participativa que reina tem criado uma dificuldade extra para palestrantes que ainda não se adaptaram aos novos tempos. Mês passado eu participei do Proxxima em São Paulo e o twitter do evento estava lá, projetado no fundo do palco onde estavam os palestrantes com perguntas e comentários em tempo real sobre o que estava acontecendo. Para o conforto dos palestrantes, a platéia virtual que estava tuitando durante as palestras não era agressiva, os comentários eram elogiosos e as perguntas não estavam colocando ninguém contra a parede. Mas nem sempre é assim.

    Já há casos em que a platéia virtual se revoltou com o palestrante, ou com um entrevistador mal-preparado e começou a disparar comentários na rede que acabaram por conquistar a atenção maior sobre o evento, inclusive cooptando a platéia real que estava no local, mas que se mantinha conectada através dos seus smart phones.

    J. Owyang, sócio e estrategista do Altimeter Group, diz que o backchannel, ou o ambiente virtual que há por trás da sua palestra, precisa ser controlado. A audiência tem cada vez mais controle sobre o que está acontecendo e pode arruinar um evento se você não souber atendê-la. Por outro lado, se você está arrebentando na sua fala, esta mesma audiência vai ajudar a reverberar a sua boa performance pela web. Ele defende um “two-fisted speaking”: em uma mão, o remoto do seu key note ou power point; no outro, seu celular ligado no canal de comunicação do seu público. Que não precisa ser controlado, mas atendido e levado para onde você quer, e não o contrário.

    Em um caso mais mundano, o bar São Bento foi web-linchado no twitter depois de ameaçar processar o blog Resenhaem6 (“O blog mais motherf*cker do sistema solar”). Independentemente de quem estea com a razão neste caso, quatro horas depois do @resenhaem6 ter anunciado a ameaça no twitter, ele já havia conquistado mais 300 seguidores. A campanha #FechaSaoBento foi parar no trend topics do twitter. E gerou uma baita mídia expontânea off e online.

    Conclusão alarmante #3: Mesmo que você não esteja na web. A web está com você. Fique ligado e nunca subestime a força da multidão invisível.

    It’s forevis

    Nego01Como diz o Marcelo Quinan, ex-AG2 e atual sócio da Boca, tudo o que você faz na web fica na web. Não adianta apagar post, deletar foto, reescrever twitter. Uma vez que você colocou na rede, mesmo que por um rabugésimo de segundo, se um gaiato deu um control+c control-v no seu conteúdo, este vai circular eternamente pelo mundo virtual. E você vai arcar com as consequências positivas ou negativas disso. Existem mecanismos de busca poderosos que podem rastrear tudo o que você fez e disse na web e agrupar estas informações no formato de dossiê como o spezify.com, por exemplo.

    Conclusão alarmante #4: caiu na rede é peixe. E é forevis.

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2 Responses

WP_Floristica
  • gabebritto Says:

    Em 24 horas, o Resenha em 6 ganhou 1200 seguidores. Eu estava entre eles, mas parei alguns dias depois, porque achei o troço muito ruinzinho. A web é impiedosa nisso também: se não tiver algo interessante pra mostrar, não adianta atrair a atenção, porque não vai vingar.

  • Marcelo Quinan Says:

    E olha que no começo da internet todo mundo dizia que era muito fácil de remendar, refazer e desfazer as coisas. O mundo dá voltas!

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