• 28Apr

    Carlos Saul Duque

    Segunda-feira passada, 27 de abril. Abro a Zero Hora e vejo uma matéria intitulada “Capital desiste do Caminho dos Parques”. Achei estranho. Uso o “Caminho” todos os fins de semana para correr e encontro dezenas de pessoas fazendo o mesmo, ou andando de bicicleta, ou caminhando. Ao ler a reportagem descobri que a tal “capital” que desistia da nossa pseudo-ciclovia era, na realidade, o poder público. A prefeitura, que considera a faixa criada em 2001 arriscada. Segundo o secretário municipal da Mobilidade Urbana, “O projeto é muito ruim. Induz as pessoas a riscos. Não pode ter uma ciclofaixa em vias de alta movimentação de veículos, como a (avenida) Goethe, por exemplo. Por isso, vamos retirar as placas.”

    2457482491_15c5fff7cfwww.flickr.com/photos/bauhausler/2457482491

    Fico muito feliz que o senhor secretário preocupe-se com a minha integridade física de corredor e a de todos os ciclistas e caminhadores que resistem a degradação que o Caminho dos Parques vem sofrendo por falta de manutenção nos últimos anos. Mas fiquei com uma dúvida: o que a gente vai fazer até 2010, que é o prazo que a prefeitura indica para termos 20km de ciclovias em Porto Alegre? Ficamos em casa? Read more »

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  • 26Apr
    Categories: Atitude, Brasil Comments: 0

    Daniel Gandolfi

    eder_jofre

    Éder Jofre nasceu em 1936. Era mais um na linhagem de uma família de pugilistas. Nessa época, seu pai, Kid Jofre, já havia nocauteado muitos por aí. Read more »

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  • 16Apr

    Blog

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Um blog (contração do termo “Web log”) é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou “posts”. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, costumam abordar a temática do blog e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.

    O termo “weblog” foi cunhado por Jorn Barger em 17 de dezembro de 1997. A abreviação “blog”, por sua vez, foi criada por Peter Merholz, que, de brincadeira, desmembrou a palavra weblog para formar a frase we blog (“nós blogamos”).

    Quando a gente encomendou uma ferramenta de blog para fazer parte do (então) novo site da Dez, o fizemos com bastante receio. Blog é um negócio complicado: precisa estar sempre atual, precisa blogueiros e seguidores, posts e comentários. Tínhamos medo de que ele ficasse ali, paradão, desatualizado e desinteressante.
    De fato, o bicho demorou a pegar. Mas pegou. E quanto mais o tempo passa, nosso blog vai ficando cada vez mais rico de conteúdos. Ele fala da Dez e do mundo. Da propaganda e da vida. Ele cita e reproduz, comenta e cria. Ele é um espaço que vários de nós têm usado para postar textos sempre inspirados e, de uma forma muito livre, sempre relevantes. Uma menção especial para as contribuições de meu sócio Saul Duque, master blogger, livre-pensador, professor de uma ética não-babaca. E o cara escreve muito bem!
    Enfim, eu adoro o blog da Dez. E assim como eu, cada vez mais gente esperta de dentro e de fora da agência vai lá pra se inspirar. Se a rede social é inevitável, que ela ajude a melhorar o nível geral de inteligência do planeta.
    Longa vida ao blog da Dez.

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  • 16Apr

    Gustavo Cavinato

    Canoas tem um dos maiores complexos de cinema do Rio Grande do Sul. Chegou a ser o maior anos atrás, em 1998 ou 1999, não lembro ao certo, quando uma conhecida rede abriu onze salas lá no simpático Canoas Shopping – número que batia até os da capital. Naquela época, cheguei a ver “Cantando na Chuva” e “Casablanca” em um ciclo de clássicos que rolou nas salas menores. Como era de se esperar, o público dessas sessões não ultrapassava sete pessoas (eu e o pessoal da limpeza na conta) e acabou que as salas pequenas foram fechadas pouco tempo depois, restando outras oito. Eu não entendia como uma cidade com mais de trezentos mil habitantes não conseguia enfiar nem DEZ pessoas em poltronas confortáveis e reclináveis e com ar condicionado pra ver o maior musical de todos os tempos na tela grande.

    Três anos atrás, as coisas começaram a ficar mais claras, quando a programação dos cinemas do Canoas Shopping passou a exibir majoritariamente filmes dublados. A explicação era simples: enquanto as sessões com legendas ficavam às moscas, as fitas dubladas lotavam as salas com crianças, idosos e infelizes que não se encaixam em nenhuma das duas categorias anteriores. Pra mim, a medida era traumática – por mais que tenha crescido assistindo filmes do Burt Reynolds com a mesma voz do Pernalonga na Globo, a descoberta de se poder assistí-los em sua língua original e com legendas em português mudou minha vida, e pra melhor. A reviravolta promovida nos cinemas de lá gerou algumas consequencias, mas as duas que me marcaram foram as piadas com a taxa de alfabetização entre canoenses, que teoricamente não liam legendas, e a minha definitiva e irreversível migração para os cinemas que exibiam filmes legendados. Ou seja: cinema, só em Porto Alegre.

    Canoas: capital dos filmes dublados

    Canoas: capital dos filmes dublados

    O que nos leva a essas sessões em 3D que voltaram a aparecer de seis meses pra cá. Fui a três dessas. Na primeira, um show do U2 em três dimensões, o que chamou a atenção foram os óculos que o cara precisa usar para causar o efeito – é um recurso que todo mundo conhece e o show do KISS em 99 já tinha me dado o know-how necessário, mas era a primeira vez que eu usava de fato o troço dentro de uma sala de cinema. O sentimento de se passar noventa minutos com os óculos na cara e olhando para outros na mesma situação oscila entre o “que legal” e o “que bando de idiotas somos todos nós”.

    A surpresa veio nas outras duas experiências, ambas exibindo filmes de terror em 3D em sessões de meia-noite. Já nos créditos de DIA DOS NAMORADOS MACABRO 3D, refilmagem do violento original de 1981, uma voz conhecida ecoou pelas potentes caixas de som da sala: “Versão brasileira… Álamo!” Me contorci na poltrona, tentando não cuspir longe a Coca-Cola que tinha na boca, e assim descobri na marra que o formato de exibição em 3D exige que os filmes sejam dublados, porque as legendas interferem no efeito.

    Ninguém foi ferido durante a sessão

    Ninguém foi ferido durante a sessão

    Passado o espanto dos minutos iniciais, a soma dos fatores “filme dublado”, “meia-noite”, “assassino com picareta arrancando olhos e jogando na platéia” e “óculos 3D” resultou numa sessão que beirou o festivo, com reações de espanto, risos e comentários espirituosos em voz alta. Falar no cinema é o fim dos tempos, mas nesse caso, o clima permitia isso. Óbvio que nem todos entraram na viagem: em dado momento, um cara na minha fila virou em direção a uma turma que estava no fundo da sala e largou:

    - Vâmo calá a boca ae!

    Após três segundos de silêncio, veio a resposta:

    - Ui, machão!

    Dei razão pra galera do fundão. Ninguém que esteja usando um par de óculos 3D tem moral para exigir silêncio. Principalmente se a picareta estiver comendo solta na telona à sua frente.

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  • 15Apr

    Por Harry Peacock

    Einstein não morreu. Na verdade morreu, sim, no dia 17 de abril de 1957. Mas como ele vive em nossos corações, abriu uma exceção para a gente e respondeu a dez perguntas pelo método harrypeacokiano. Na verdade, nosso encontro com o dr. Einstein foi tão agradável que as perguntas acabaram se transformando em um baita bate papo. Como o próprio Einstein diria, “Tudo acontece na hora certa.
    Tudo acontece exatamente quando deve acontecer.” Pérolas de sabedoria que o blog da Dez traz com exclusividade para você, leitor. 

    Harry Peacock:

    1. Doutor Einstein, para quem o senhor botaria a língua?

    ALBERT EINSTEIN

    Albert Einstein:

    - Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.

    H.P.:

    2. Penso, logo existo?

    A.E.:

    - Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

    H.P.:

    3. Personalidade e idéia. Soa perfeito para a propaganda, onde atitude e criatividade fazem a diferença.

    A.E.:

    - Um raciocínio lógico leva você de A a B. A imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser. Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.

    H.P.:

    4. Mas, às vezes, é muito difícil conseguirmos aplicar idéias inovadoras nas duras exigências do dia-a-dia de uma agência.

    A.E.:

    - Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos. Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.

    H.P.:

    5. Contudo, tentar emplacar sempre alta criatividade em tudo o que se faz parece insano, não acha?

    A.E.:

    - Insanidade é fazer sempre as mesmas coisas esperando resultados diferentes.

    H.P.:

    6. Seria essa a fórmula do sucesso?

    A.E.:

    - Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

    H.P.:

    7. Estabelecer uma fórmula para o sucesso não contraria o seu pensamento anterior? Não é determinar o destino matematicamente?

    A.E.:

    - Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.

    H.P.:

    8. O mérito, então, está dentro de nós?

    A.E.:

    - O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.

    H.P.:

    9. Vou levar esta frase para a próxima reunião de líderes. Falando nisso, o que o senhor acha de reuniões?

    A.E.:

    - Uma reunião em que todos os presentes estão absolutamente de acordo é uma reunião perdida.

    H.P.:

    10. Muito obrigado, Dr. Einstein. Deixe uma mensagem de despedida para os nossos leitores.

    A.E.:

    - Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso. O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego. 

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