• 26Mar

    Carlos Saul Duque

     

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    Há duas palavras que te abrirão

    muitas portas: puxe e empurre.

    Les Luthiers, grupo de músicos-comediantes

    argentinos que você já deveria ter conhecido.

     

    photonakedgun

    Sim, é verdade que me chamaram de “O Laurence Olivier das paródias”.

    Creio que isso converte Laurence Olivier em “O Leslie Nielsen de Shakespeare”.

    Leslie Nielsen, astro de Corra que a polícia vem aí e

    Apertem os cintos, o piloto sumiu, entre outras paródias nada shakespearianas.

     

    woodyallen

    Mais do que em qualquer outra época,

    a humanidade está numa encruzilhada.

    Um caminho leva ao desespero absoluto.

    O outro, à total extinção. Vamos rezar para

    que tenhamos a sabedoria de saber escolher.

    Woody Allen, pessimista ortodoxo.

    grouchomarx6

     

    Eu acho a televisão muito educativa.

    Toda a vez que alguém liga um aparelho

    eu vou para outra sala ler um livro.

    Groucho Marx, gênio da raça.

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    Eu acredito piamente que o sexo

    é uma das coisas mais bonitas, naturais

    e saudáveis que o dinheiro pode comprar.

    Steve Martin, cabeça branca cabeça-feita.

     


     

    tim

    Eu não fumo, não bebo e não cheiro.

    Meu único defeito é que eu minto um pouco.

    Tim Maia, o síndico.

     

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    Senso de humor é o sentimento

    que faz você rir daquilo que o deixaria

    louco de raiva se acontecesse a você.

    Barão de Itararé, o cara.

     

    mario-quintana

    Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos

    e os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

    Mário Quintana, muy amigo.

     

    jobim

    Nenhuma situação é tão complicada que uma mulher não possa piorar.

    Tom Jobim admitindo que as mulheres são criaturas muito mais sofisticadas que os homens.

     

    mark-twain

    Devo ter uma enorme quantidade de inteligência;

    às vezes até levo uma semana para a colocar em movimento.

    Mark Twain, mas poderia ser o Chapolin Colorado.


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  • 23Mar

    Carlos Saul Duque

    Todo grupo de pessoas têm os seus códigos, frases e bordões, seja este grupo uma turma de amigos ou uma equipe de cirurgia estereotáxica. Na Dez não é diferente. Já faz um tempo que a gente se acostumou a dizer “Olho do Tigre” sempre que a situação, para ser resolvida, exige foco, garra e dedicação.

    O olho do tigre em questão vem da música “Eye of the Tiger”, trilha sonora do filme “Rocky III”, interpretada pelo Survivor. Rocky, o empacotador de carne, cobrador de dívidas e dublê de boxeador chinelão vivido por Sylvester Stallone. Rocky, o americano comum que no primeiro filme da série tem a chance única na vida de lutar com Apollo Creed, o superfamoso campeão dos peso-pesados. Rocky, aquele que não tem nada a perder, sobe no ringue e dá o mais famoso olho do tigre da história do cinema em Apollo, lutando com foco, garra e dedicação além dos limites.

    Mas eu não estou aqui para falar do olho do tigre e sim para o dono do olho. Que não é o Survivor, nem o Sylvester Stallone, mas um senhor negro nascido no Kentucky sob o nome de Cassius Marcellus Clay Jr. que ficou conhecido pelo nome muçulmano que adotou: Muhammad Ali.

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    Dizer que Ali é o Pelé do boxe é uma obviedade. O sujeito foi campeão olímpico e ganhou três campeonatos mundiais derrotando praticamente todos os pesos-pesados da elite do boxe. Tornou-se muçulmano sem dar a mínima para a opinião pública americana. Desafiou o governo dos Estados Unidos não participando da guerra do Vietnã – perdeu a licença para lutar por causa disso e a recuperou na justiça.

    Quem viu Ali lutar ou falar pode até não ter gostado do cara, mas nunca ninguém conseguiu ficar indiferente ao que aquele negão gigantesco de frases inteligentes dizia. Tudo que ele fazia, fazia com olho do tigre, esta era a sua essência. Na verdade ainda é, pois Ali está vivo, sofrendo com o mal de Parkinson desde 1984, mas o seu olho do tigre continua focado como sempre.

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    Desde que se aposentou, Ali virou um campeão das causas humanitárias, emprestando o seu nome e presença para iniciativas contra a fome e a pobreza, promovendo a educação e a adoção de crianças. A estimativa é de que Ali já tenha proporcionado mais de 22 milhões de refeições ao redor do globo, viajando em média 200 dias por ano para apoiar eventos humanitários.

    E, uma vez olho do tigre, sempre olho do tigre. Ao ganhar uma estrela no Calçada da Fama em Los Angeles em 2002, Ali exigiu – e levou – seu nome e estrela para a parede do Kodak Theatre. Não quis seu nome no chão para as pessoas que o desrespeitaram não pisarem nele. Esse é Ali, aquele que flutuava como a borboleta e picava como a abelha. Alguém que, com certeza, serviu de inspiração para Sylvester Stalonne compor o seu Rocky, o lutador. Um tigre tão focado que teve a coragem de dizer: “Eu sou o maior de todos. E eu disse isso antes mesmo de saber que eu realmente era”.

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