Se o Brasil podia se orgulhar do padre e seus balões (que, por sinal, ainda não foi encontrado), agora os russos nos humilham com um objeto voador muito mais contundente do que o religioso anteriormente citado.
O sujeito no vídeo é Garry Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, conhecido principalmente pelos duelos antológicos contra o computador Deep Blue na década passada. Kasparov é hoje militante político e crítico ferrenho do governo russo. No sábado passado, o enxadrista fazia um discurso quando foi interrompido pela presença de um PÊNIS VOADOR pilotado por controle remoto. O resultado é um dos momentos mais geniais da política mundial já captados em vídeo e a prova cabal de que a vida real segue goleando impiedosamente o mundo da ficção.
Grande registro para a posteridade: a equipe da Dez no set de filmagem dos comerciais da bem sucedida campanha “Viu Como Um Palco Faz Falta?”, criada para o Multipalco Theatro São Pedro em 2005. Além do elenco – os três que estão fantasiados, só para não deixar dúvidas -, estão na foto, da esquerda para a direita: este que vos escreve (sentado, sorrindo e com menos cabelos brancos do que hoje em dia), Leonardo Garcia (redator, de azul, agachado, fazendo o V da vitória), Patrick Matzenbacher (redator, de branco, sentado ao meu lado), Marcio Cabral (atendimento da conta, de amarelo, polegar pra cima) e Luiza Ollé (diretora de arte e atriz, de pé, apoiando a mão na cabeça do Marcio).
Ontem fui assistir ao novo filme do Woody Allen, O SONHO DE CASSANDRA. Trata-se de um suspense com toques dramáticos, o que pareceu não significar nada para boa parte da platéia, que insistia em rir alto durante vários momentos em que simplesmente não havia um porquê de se achar graça – parece que o nome de Woody Allen nos créditos é uma espécie de autorização para que o público gargalhe de tudo o que vier a seguir, tanto faz se é uma piada bem encaixada ou algum dos personagens morrendo de câncer.
Sobre o filme, não vou entrar em maiores detalhes, mas O SONHO DE CASSANDRA tem dois dos personagens mais burros que vi numa tela de cinema em um bom tempo. Não é ruim, mas vale o ingresso principalmente pela alta relação custo-estupidez dos protagonistas; vai ser difícil conseguir mais idiotice pelo valor de um só ingresso.
Só para registro: tenho simpatia pelo velho Allen, que fez um dos melhores filmes que vi na vida: A ROSA PÚRPURA DO CAIRO, láááá de 86. É uma pena que tão pouca gente dê bola pra esse aí.