• 05May
    por Mariana Mancia

    Tramandaí definitivamente é uma cidade de eventos. É Festival do Artesanato Litorâneo, FerVer, Feira do Livro Usado e por aí vai. Mas neste fim de semana presenciei o maior evento da região desde a Festa Nacional do Peixe: o 12º Mar e Motos.

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  • 16Apr

    Blog

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Um blog (contração do termo “Web log”) é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou “posts”. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, costumam abordar a temática do blog e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.

    O termo “weblog” foi cunhado por Jorn Barger em 17 de dezembro de 1997. A abreviação “blog”, por sua vez, foi criada por Peter Merholz, que, de brincadeira, desmembrou a palavra weblog para formar a frase we blog (“nós blogamos”).

    Quando a gente encomendou uma ferramenta de blog para fazer parte do (então) novo site da Dez, o fizemos com bastante receio. Blog é um negócio complicado: precisa estar sempre atual, precisa blogueiros e seguidores, posts e comentários. Tínhamos medo de que ele ficasse ali, paradão, desatualizado e desinteressante.
    De fato, o bicho demorou a pegar. Mas pegou. E quanto mais o tempo passa, nosso blog vai ficando cada vez mais rico de conteúdos. Ele fala da Dez e do mundo. Da propaganda e da vida. Ele cita e reproduz, comenta e cria. Ele é um espaço que vários de nós têm usado para postar textos sempre inspirados e, de uma forma muito livre, sempre relevantes. Uma menção especial para as contribuições de meu sócio Saul Duque, master blogger, livre-pensador, professor de uma ética não-babaca. E o cara escreve muito bem!
    Enfim, eu adoro o blog da Dez. E assim como eu, cada vez mais gente esperta de dentro e de fora da agência vai lá pra se inspirar. Se a rede social é inevitável, que ela ajude a melhorar o nível geral de inteligência do planeta.
    Longa vida ao blog da Dez.

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  • 22Jan
    Categories: Internet Comments: 2

    Foguinho

    Se até os Estados Unidos resolvem dar um passo em direção à modernidade, por que nós não faríamos isso também?

    A verdade é que nesse tempo que passou desde a criação do Blog da Dez, muita coisa aconteceu. Eu mudei de função dentro da agência, o Cavinato foi sequestrado, um alien nasceu no tornozelo da Dani, o Saul pegou o sofá dele de volta, eu aprendi mais sobre internet, SEO e outras coisinhas divertidas que a rede mundial de computadores nos proporciona.

    E, no caso dos seres humanos normais, mais conhecimento gera novas necessidades. E a gente quis mais do blog. Quis que ficasse mais fácil de gerenciar, mais fácil de mexer, mais legal de ler, em resumo: mais afudê.

    Então, após apresentar a idéia para o Saul, eu e o Vinícius (nosso famigerado gerente de TI) mergulhamos na interessante empreitada de refazer nosso blog usando o WordPress. Nesse meio tempo, eu tive a chance de relembrar porque eu larguei o webdesign (em 1998). O Vini, por sua vez, teve a chance de querer me esganar um bom número de vezes. E nós seguimos testando e testando e testando.

    Então o Saul disse: faça-se uma versão beta. E nós fizemos. E cá está ela.

    Ela tem bugs, tem coisas pra arrumar e tem, provavelmente, problemas que nós nem sabemos, mas dos quais já estamos totalmente redimidos por termos colocado a palavrinha “beta” no canto. Genial, não? Contanto que médicos e advogados não passem a usar esse recurso, tudo deve ficar bem.

    Mas voltando ao blog: nos próximos capítulos a idéia é que mais blogueiros aqui da agência se juntem aos que a já escreviam antes. Além disso, a idéia é disponibilizarmos algumas coisas legais para as pessoas poderem baixar aqui. Mas tudo beta, pra caso estrague o computador de vocês, todos já estejam mais do que avisados.

    Além disso, vamos testar outros plug-ins, widgets, recursos, traquitanas, gambiarras, geringonças e o que mais acharmos à nossa disposição para poder tornar esse blog cada vez mais afudê!

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  • 04Nov
    Categories: Opinião Comments: 0

    Em tempo de preocupação crescente com o aquecimento global e com a destruição geral do nosso planetinha, nada mais compreensível do que uma reação ecologicamente correta praticamente inconsciente por parte das pessoas, quando confrontadas com alguma crítica mais veemente em relação à fauna ou à flora mundial.

    Quem me conhece o suficiente certamente já está mais do que acostumado com meu inabalável ódio por sabiás. Invariavelmente sempre tem alguém que reage com um clássico “coitado do passarinho!” Durante um bom tempo eu simplesmente não conseguia entender como alguém poderia defender essa criatura pavorosa. Então, depois de algumas madrugadas em claro (proporcionadas pela porcaria do saibá) que eu cheguei a alguma conclusões.

    passarinho desgraçado

    Convém explicar a todos que caso eu tivesse conseguido incluir aqui um audio em loop, indesligável, do canto infernal desse bicho, todos seriam capazes de entender minhas conclusões antes mesmo que eu as expusesse. Mas como, para a graça de todos, eu não consegui, vamos às minhas conclusões.

    O caso do sabiá é exatamente o mesmo de muitas outras coisas da vida, em que as pessoas embasam sua defesa em um conceito geral do mundo, sem estarem informadas o suficiente para saber que também odeiam tal coisa. Ou seja: as pessoas, ao defender o sabiá, simplesmente não sabem que aquele passarinho desgraçado que repete sempre a mesma ladaínha sem graça durante horas e horas e insiste em cantar a partir das três da manhã piorando a insônia de qualquer um, é o sabia!

    Sim! É ele! Repete e repete sempre a mesma coisa, sem parar nunca! Como uma versão animal da música deprimente do caminhão de coleta do lixo orgânico, que todo mundo odiou muito antes de saber que era do caminhão do lixo orgânico! E, para desespero de todos, trago algumas informações que infelizmente adquiri há algumas semanas:

    • O sabiá é uma ave territorial, ou seja, passa a vida toda no mesmo lugar;
    • O sabiá vive de 30 a 35 anos;
    • O sabiá é capaz de imitar o canto de outros pássaros, embora apenas alguns pedaços

    Traduzindo: quem tem um que mora perto da sua casa está fadado a suportar a imitação capenga que ele faz por um loooooongo tempo. Desse modo, quando alguém odeia um sabiá, não precisa se sentir tão culpado, porquenão odeia uma espécie, e sim um passarinho específico, que provavelmente não deixará de o infernizar.

    Eis tudo.

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  • 03Sep

    Uns dias antes do dia 22 de agosto desse ano eu tomei uma decisão. E tenho plena certeza que um bom número de pessoas que me conhece bem não entendeu. E no dia 22 de agosto, citado acima, essa decisão me fez deixar a gestão do núcleo de No Media da Dez e me tornar Supervisor Operacional da agência.

    A pergunta mais freqüente que ouvi naquele dia e nas semanas que se seguiram – e que ainda ouço – foi: mas tu vai conseguir? E eu sempre perguntava, sabendo tudo que eu tinha em mente em relação a essa nova função: conseguir o quê? E me respondiam: não criar mais?

    Acho que nunca respondi essa pergunta decentemente a ninguém. Eu sabia bem a resposta, e acho que sou capaz de colocar ela aqui, de um jeito que seja possível se ter uma idéia, ainda que imperfeita, do que se passa na minha cabeça, e de como eu entendo a coisa.

    Vamos começar respondendo à questão “tu vai conseguir não criar mais”? A resposta é simples. A resposta é não. Até porque, pra mim, parar de criar é impossível. E eu não vou parar de criar, sendo Supervisor Operacional. Não vou mais fazer layouts, mas isso é bem diferente de parar de criar. Não vou nem mesmo parar de fazer design. Porque eu concordo completamente com o Karin Rashid, quando ele diz que design é sobre tornar nossa vida melhor. E quando esse é o objetivo, e quando nossa cabeça não pára de pensar em meios de tornar a vida das pessoas cada vez melhor, é impossível parar de criar.

    Me lembro, sempre que me perguntam sobre minha nova função, de uma conversa que tive com o Mauro, em que eu disse que, para minha surpresa, eu estava gostando de me envolver cada vez mais nas coisas operacionais da agência. E isso foi muito antes da nova função. Eu disse que, de alguma maneira que eu não sabia bem explicar, eu via criatividade naquilo. Vi que ele me entendia, pelo jeito que sorriu do meu comentário.

    Antes de eu me tornar um vocalista relapso, eu sempre comentava com os outros membros da minha banda sobre a vontade de criar ser uma espécie de maldição. Tu nunca consegue parar. Tu pode até tentar parar por um tempo. Tu pode até achar que não tá criando. Mas tá. Tem sempre aquele impulso irritante te fazendo testar algo novo, ver como funciona, e o que tu é capaz de fazer com aquilo.

    Eu não crio mais painéis, folders, stands e coisas do gênero. Mudei o foco da minha vontade de deixar a vida melhor e mais bonita para a interação das pessoas. Passei a tentar criar processos mais simples e rápidos, jeitos mais fáceis e intuitivos de compartilharmos as informações para trabalharmos, modos mais eficazes de usar as ferramentas a nossa disposição, e por aí vai.

    Idéias são idéias, sejam elas um anúncio, um filme, um blog ou um jeito de gastar menos papel na impressora. E o retorno de uma idéia que funciona é o mesmo, não importa que tipo de idéia. Sempre é bom ver que uma idéia nossa funcionou e ajudou todo mundo. Não importa que tipo de idéia seja.

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