• 01Dec

    Gustavo Cavinato

    Não vi ainda o tal BESOURO, filme que tem sido chamado de O TIGRE E O DRAGÃO brasileiro, mas bastou saber que a fita contava a história de um capoeirista pra ter uma lembrança inevitável. Anos atrás, eu e o Fabiano Goldoni, ex-redator da Dez e grande sujeito, fizemos um site chamado UM OSCAR PARA KEVIN BACON, em que escrevíamos sobre (e detonávamos) filmes B. Uma das vítimas foi uma pérola chamada GAIOLA DA MORTE, que, assim como BESOURO, é estrelada por um elenco de capoeiristas. Provavelmente tou fazendo uma comparação injusta; BESOURO deve ser bem melhor do que GAIOLA, até porque pior não há como, mas enfim, aí vai um texto que escrevi me divertindo muito naquela época e que saiu no KEVIN BACON e também em mais uns outros dois sites.

    Ah, desculpem o tom médio jornalístico, mas fazia parte da proposta.

    Título Nacional:  Gaiola da Morte
    Direção: W. A. Kopeski
    Elenco: Paulo Zorello, Cláudia Abujamra, Mestre Maurício, Laerte Ferrir, Nicanor Majado Filho
    Ano: 1991
    País: Brasil
    Duração: 80 min
    Sinopse: O campeão mundial de full-contact Paulo Zorello envolve-se em uma trama de violência e morte, depois que um dos lutadores da sua academia desaparece ao viajar para um misterioso campeonato.
    O final dos anos 80 e início dos 90 foram marcados por um fenômeno que assolou as locadoras: os filmes de kickboxing. Normalmente os enredos das fitas eram mero pretexto para amontoar o máximo de porradas e o maior número possível de caretas dentro de 90 minutos. É o caso desse Gaiola da Morte.

    Embora o Brasil não seja exatamente uma potência do gênero, Gaiola da Morte pode ser considerado uma curiosa resposta nacional aos filmes desse tipo. O elenco reunido pelo produtor Fauzi Mansur e o diretor Kopeski fala por si só: além do campeão mundial de full contact da época, Paulo Zorello, há um punhado de outros lutadores desconhecidos do grande público, incluindo aí nomes do quilate de Mestre Maurício, só para citar um deles.

    A trama também segue a mesma linha. Nicanor, lutador da academia de Zorello, é convidado para um obscuro campeonato de kickboxing e nunca mais retorna. Aí a irmã do lutador sumido pede ajuda de Zorello para encontrar o irmão. Em pouco tempo, os dois descobrem uma espécie de pousada que é palco de um esquema de lutas clandestinas, onde os participantes são mantidos como prisioneiros e obrigados a se enfrentarem até a morte em grandes gaiolas cercadas por espetos de bambu. Não é difícil deduzir que Zorello e a irmã do sujeito se apaixonam, e nem que o campeão desce a lenha em todo mundo até o final da fita.

    Como a maioria dos filmes baratos de kickboxing, Gaiola da Morte tem muitos problemas, a começar pelo seu protagonista. Paulo Zorello pode ter sido um grande lutador, mas seu desempenho como ator é abominável. Além disso, o bigodinho canastra e a jaqueta laranja com cordinhas que ele veste em boa parte do filme – inclusive quando está surrando bandidos – tornam impossível qualquer tentativa de se levar o cara a sério. Adicione a isso o roteiro fraquíssimo, que expõe Zorello a falas como “puxa, você está sombria!”, e pronto, temos um mico e tanto.

    Ainda sobre o roteiro, há situações que desafiam a compreensão e a inteligência do espectador. Um exemplo é a cena onde Zorello e a garota escapam de serem envenenados por um gás enquanto dormem; na seqüência seguinte, vemos nosso herói tomando um café da manhã tranqüilamente, como se tentativas noturnas de envenenamento não fossem o suficiente para, no mínimo, recusar tudo o que viesse da cozinha do tal lugar.

    Mas os momentos mais divertidos de Gaiola da Morte estão sem dúvida alguma no vilão do filme. O sujeito é uma verdadeira piada ambulante: além do tapa-olho, do cachimbo e das gargalhadas malignas, a roupa do homem é algo parecido com um saco de lixo que foi passado em um cortador de papel. Com tudo isso, ele ainda tem a principal virtude de todo grande vilão: você passa o filme todo torcendo para que o cara seja espancado até a morte.

    O esquisito uso dos efeitos sonoros também é digno de nota. Em determinados momentos, chutes soam como tiros, e vice-versa. A coisa é tão grave que se o espectador fechar os olhos, pode pensar que está diante de um western. Outro problema é conseguir entender quem é quem nas brigas que envolvem vários personagens – como os lutadores menos conhecidos aparecem pouco durante a trama, o que vemos na hora da pancadaria é um monte de capoeiristas trocando voadoras a torto e direito, tornando difícil de identificar quem são os “bons” e quem são os “maus”.

    Por fim, Gaiola da Morte possui o pior defeito que um filme de porrada pode ter: as lutas são muito mal coreografadas. O elenco, composto por vários lutadores profissionais na vida real, simplesmente parece perder as habilidades na tela. No geral, os movimentos são lentos, os golpes são previsíveis e os momentos de realismo não existem. Uma verdadeira decepção, já que o conhecimento dos lutadores poderia ser muito melhor aproveitado – incluindo aí o talento do próprio protagonista, Paulo Zorello, um atleta espetacular que foi três vezes campeão do mundo, com 30 vitórias em 30 lutas. Não bastasse isso, o espectador ainda é brindado com uma cena capaz de causar derrames nos fãs de Jackie Chan: um sujeito leva uma cacetada e cai de uma altura de cerca de dez metros… sobre um monte de feno. Constrangedor é pouco.

    Enfim, com todos os seus defeitos e atuações terríveis, Gaiola da Morte é uma rara e interessante incursão brasileira no cinema de artes marciais, e também uma prova irrefutável de que o sucesso nos ringues do mundo inteiro não é garantia de triunfo nas telas. Fãs do gênero têm tudo para se divertir a valer.

    05/2007

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  • 25Nov

    @saulduque

    Um dos seminários que eu mais gostei do último Festival de Cannes foi “Wildfire Stories”, apresentado pela Leo Burnett e a Contagious magazine. O tema era o seguinte: há sete enredos básicos para se contar uma história. O tempo passa, a tecnologia cria novas ferramentas, mas a maneira de contar segue enredos que existem desde o tempo das cavernas

    As pinturas rupestres, os ditados de Confúcio ou as histórias de Dona Benta, tudo são técnicas de contar estórias. E mesmo hoje, com os meios digitais, a indústria da comunicação e seus clientes continuam se inspirando em tradições milenares para contas as suas histórias e cativar corações e mentes.

    Porém, um erro comum dos anunciantes é ouvir o canto da sereia da tecnologia e achar que ela é o grande diferencial da era digital. Na verdade, ela propicia uma forma mais elaborada de contar uma estória. E mais sofisticação na técnica.

    O mundo virou multi-canal e as possibilidades da gente contar uma estória de forma não-linear aumentaram. E quem não entender esta mudança vai ficar falando sozinho, ou comprando mídia pela tecnologia e não pela adequação à estória que precisa ser contada.

    Por isso um conceito contemporâneo de utilização de meios digitais considera a tecnologia como coadjuvante da estória. E este conceito se aplica na vida das pessoas, no cotidiano. Quanto mais invisível a tecnologia, mais útil e facilitadora ela se torna.

    Seguindo a tese do Wildfire Stories, contar estórias é uma habilidade milenar que nasceu com a própria civilização humana. E, na verdade, os enredos possíveis de uma história não mudaram desde então. Na sequência, os exemplos para cada um destes enredos que foram apresentados em Cannes.

    1. Comédia

    2. Tragédia

    3. Vencendo o monstro

    4. Jornada e retorno

    5. A busca

    6. Do farrapo à riqueza

    7. Renascimento

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  • 19Nov

    @saul

    Na semana passada, dentro da programação da Semana da Comunicação da ARP, a Perestroika trouxe a Porto Alegre um time de empresários e consultores para falar sobre “Monte a empresa que você sempre sonhou. Pense sobre a empresa que você já tem.” Selecionamos dez frases que marcaram o showcase, uma palhinha do conteúdo do evento que foi um dos campeões de audiência da Semana.

    Fabricio DaCosta

    1. “O mundo funciona assim: envolvimento gera desenvolvimento. Se você quer se desenvolver, tem que se envolver.”
    Fabrício DaCosta, sócio d’OESTUDIO

    2. “Somos a última geração nascida no analógico que produz no digital. Mas isto já vai acabar”.
    DaCosta

    3. “Não inventamos necessidades. O desejo é genuíno. A necessidade, imposta.”

    DaCosta-

    4. “Tudo o que você faz na sua empresa tem que ter um elemento inovador. Senão você não cria a cultura.”
    Hipa Stoffel, consultor de inovação

    fabio seixas

    5. “Todas as minhas quatro empresas eu comecei em um bar. Acho que nas três primeiras eu bebi demais: quebrei todas.”
    Fábio Seixas, sócio-fundador da Camiseteria

    6. “Os maiores assassinos de bons negócios são a má gestão e falta de fôlego para enfrentar o começo.”
    Fernando Stein – Network for Ideas

    7. “Uma idéia não precisa ser uma inovação. Uma melhoria pode ser uma boa idéia.”

    Stein

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    8. “Nem toda idéia gera dinheiro. Inovação gera.”
    Tiago Matos, sócio da Perestroika

    Eduardo Camargo9. “Respeite os velhos e aprenda com eles. Mas aposente os velhos que ficam no caminho.”
    Dudu Camargo, sócio da Colméia

    10. “Idéia pra gente é mato. Se não espalhar, morre. Quem vai dizer se a idéia é boa ou não é o darwinismo, sua capacidade de se adaptar.”
    Camargo

    E uma frase bônus do Dudu Camargo:

    “Nunca contrate um cuzão. Afinal de contas, um cuzão é… um cuzão!”

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  • 16Nov

    Gustavo Cavinato

    A nova campanha que fizemos aqui na Dez para o Vestibular de Verão da Feevale traz uma peça bem diferente do que costumamos ter por aí. Com um conceito que diz “Venha descobrir o talento que existe em você”, a campanha ganhou um jingle inspirado no grupo Stomp e no conhecidíssimo Zé da Folha, folclórico músico de rua de Porto Alegre, famoso por tocar uns quatro ou cinco instrumentos ao mesmo tempo – um deles é uma folha que, nos lábios do sujeito, vira um instrumento de sopro muito louco. Não sei de qual planta sai tal folha*, mas enfim, a ideia do jingle foi justamente usar o talento dos caras da Lado B Produtora pra fazer música com objetos que não são usados para isso. O resultado ficou bem legal e rendeu o vídeo abaixo. A criação é deste que vos escreve, do Antônio Soletti e do sempre ótimo staff da Lado B:

    *É prudente avisar: não saia soprando qualquer folha por aí. Nem todas dão som e tu pode pegar uma micose ou coisa parecida. Mais informações sobre a folha e os instrumentos usados, falar direto com a fonte: ladob@ladobprodutora.com.br

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  • 07Nov
    Categories: Eventos Comments: 3

    Quarta

    Família Palhaço! Gabriela Moura, Ísis Albuquerque, Rafahel Moura e Ridan Albuquerque montaram o menor circo do mundo no Parcão e foram a atração de quarta-feira.

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    Terça


    Mais um estrela pronta no Parcão:

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    Terça também foi o dia de Bob Dylan e Bob Cuspe. Ou de Matheus Walter e Lufe Bollini, que já foram da banda Tomate Maravilha e hoje em dia tocam em diversas bandas. Veja o gig dos caras em inglês:

    Em português:

    Em jamaicano!

    Segunda


    Foi o dia do incrível homem-banda da Dez animar o Parcão:

    Domingo


    O tempo abriu e os artistas fizeram suas intervenções nas estrelas.

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    Ana Malcon

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    Cow Bees

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    Débora Soster

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    Sábado


    A impressionante chuva que caiu trancou tudo. A estrela na frente da Panvel do Parcão ficou embrulhada esperando o vendaval passar:

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    O começo


    Durante a Semana ARP da Comunicação (8 a 14/11), você vai ver nas ruas do bairro Moinhos de Vento o projeto Dez Estrelas: muita arte, musica e interpretação. Tudo isso, com a participação de artistas que irão transformar cada estrela em uma tela durante o evento. Aqui no blog você vai poder ver fotos e mais informação sobre as estrelas.

    E não esqueça: todos os dias, a partir das 12h30, pocket shows e muitas atrações na esquina da rua 24 de Outubro com a rua Goethe.

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